Ciberataque à Vodafone: INEM admite constrangimentos em acionar meios de socorro

8 fev, 11:31

Instituto recorreu a redes alternativas para dar resposta aos pedidos de socorro e acionar os meios

O INEM admitiu que o ciberataque à Vodafone causou constrangimentos no acionamento de meios de socorro. Em declarações à TVI/CNN Portugal, fonte oficial do INEM diz que "entre ontem e hoje foram detetados constrangimentos para acionar os meios de socorro, tendo o INEM recorrido a redes alternativas, designadamente a rede SIRESP e a linha telefónica da Meo".

"Em caso de emergência médica mantém-se a linha 112", adianta a mesma fonte.

Em declarações aos jornalistas, esta terça-feira ao final da manhã, o CEO da Vodafone Mário Vaz confirmou a falha nos serviços e revelou que a empresa está a trabalhar em soluções alternativa.

"Continuamos a trabalhar de forma muito próxima com a equipa do INEM, com várias soluções alternativas. Não são as ideais, não são as suficientes, neste momento muito baseado nos serviços de voz e nos serviços de 3G. Houve afetação da atividade normal de muitos serviços durante a madrugada".

A Vodafone foi alvo de um "ciberataque deliberado e malicioso com o objetivo de causar danos e perturbações" esta segunda-feira à noite, uma situação que afetou "a prestação de serviços baseados em redes de dados, nomeadamente rede 4G/5G, serviços fixos de voz, televisão, SMS e serviços de atendimento voz/digital".

As falhas no serviço móvel, na rede de Internet e no serviço de TV da Vodafone começaram na noite de segunda-feira. Apesar da falha técnica não ser generalizada, a empresa informava, na altura, que esta estava a afetar uma percentagem significativa de clientes, lamentando "os incómodos causados". 

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