China e economias asiáticas vão crescer menos por causa da guerra na Ucrânia

6 abr, 05:27
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A economia chinesa não deverá crescer mais do que 5%, abaixo das previsões feitas por Pequim, revelou esta quarta-feira o Banco Asiático de Desenvolvimento. Toda a Ásia crescerá menos, mas as economias em desenvolvimento serão as mais afetadas

O crescimento do bloco de países em desenvolvimento da Ásia será menor em 2022 do que anteriormente previsto. A previsão, revelada esta quarta-feira, é do Banco Asiático de Desenvolvimento (BAD), e liga esta revisão em baixa sobretudo aos impactos da guerra na Ucrânia.

A economia combinada dos países deste bloco (que inclui a China e a Índia, mas não o Japão ou a Coreia do Sul) deverá expandir-se 5,2% este ano, ligeiramente abaixo dos 5,3% previstos em dezembro, e bem abaixo do crescimento de 6,9% registado em 2021. Para 2023, prevê-se que a região cresça 5,3%.

A China deverá crescer 5% este ano, prevê o BAD, baixando em três décimas a projeção de dezembro. Esta previsão fica abaixo da previsão de crescimento de 5,5% apresentada pelo governo chinês em março, e bastante abaixo do crescimento de 8,1% registado em 2021.

Os últimos indicadores de atividade económica na China indicam que em março - mês em que começou a guerra da Ucrânia e se agravou a 5ª vaga de Covid-19 - se registaram os piores dados dos últimos dois anos. Tanto o indicador de produção industrial como o indicador de atividade no setor dos serviços tiveram em março a maior queda desde que começou a pandemia, em fevereiro de 2020.

 

Muitos riscos conjugados

 

Num ano em que os países em desenvolvimento da Ásia esperavam uma recuperação económica robusta, deixando para trás os efeitos da pandemia da Covid-19, o impacto da invasão russa da Ucrânia continuará a travar o relançamento dessas economias.

"A invasão russa da Ucrânia perturbou gravemente as perspectivas de desenvolvimento da Ásia que ainda se debate com a COVID-19", diz o BAD no relatório Perspectivas de Desenvolvimento Asiático, citado pela Reuters.

A persistência da covid-19, com o risco de aparecimento de novas variantes, mais impactantes, o aumento dos preços das mercadorias, as perturbações na cadeia global de abastecimento e os riscos para a estabilidade financeira associados a aumentos agressivos das taxas de juro nos Estados Unidos, são outros dos factores que pesam sobre as economias. 

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