Ministro pede que espanhóis comam menos carne para reduzir impacto das alterações climáticas

26 dez 2021, 12:24
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Alberto Garzón pede uma modificação dos hábitos e alerta para as consequências económicas provocadas pela desertificação, nomeadamente no turismo: "Visitar um deserto não é tão atrativo como visitar a Costa do Sol"

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Comer menos carne vai ter um papel crucial na emergência climática e no processo de desertificação. Quem o diz é o ministro do Consumo de Espanha, que, em entrevista ao The Guardian, também defende a medida para proteger o turismo.

Para Alberto Garzón, a população tem de perceber o real impacto de comer menos carne, nomeadamente a carne de vaca, que é produzida de modo industrial.

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O governante sugere, assim, que os espanhóis modifiquem os seus hábitos alimentares: "As pessoas sabem que o efeito de estufa desempenha um papel nas alterações climáticas, mas tendem a ligar isso aos carros e aos transportes", afirmou.

"Só muito recentemente se começou a olhar para o impacto do consumo animal, especialmente na carne de vaca. Outros países já estão muito avançados, mas em Espanha tem sido um tabu", afirma.

Sobre o caso espanhol em concreto, lembra Alberto Garzón que o país é particularmente vulnerável às alterações climáticas, nomeadamente pelas zonas áridas a sul.

"Se não agirmos, não vai ser apenas a mudança climática, mas uma crise tripla: a perda de biodiversidade, poluição e as alterações climáticas", sublinha.

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Em palavras duras, o ministro refere mesmo que, caso não se mudem os hábitos, poderemos assistir em breve ao "fim de um país como Espanha".

"Espanha é um país mediterrânico - não é o Reino Unido ou a Alemanha - e a desertificação é um problema sério, além de que também dependemos do turismo. Visitar um deserto não é tão atrativo como visitar a Costa do Sol", avisa.

Ainda assim, Alberto Garzón diz que não há necessidade de se parar o consumo de carne de forma integral, pedindo antes que as pessoas procurem uma transição para carnes produzidas de forma tradicional, normalmente mais sustentáveis, até porque a "agricultura extensiva" pode prejudicar várias regiões, da Andaluzia às Astúrias.

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