Jaime Pacheco: «Com muita concentração, podemos fazer história»

4 dez 2001, 19:51

Treinador do Boavista aponta receita para sucesso em Old Trafford O técnico do conjunto axadrezado pede «exigência e concentração» aos seus jogadores. Sabe que um bom resultado é «muito difícil de atingir», mas acredita numa repetição de Liverpool

Exigência e concentração. Eis o que Jaime Pacheco, o treinador do Boavista, pede aos seus jogadores para o encontro de amanhã, em Old Trafford, diante do Manchester United.    
   
Jaime Pacheco põe a fasquia elevada e recorda que o jogo em Manchester pode muito bem ser o jogo da vida de muitos dos seus jogadores: «Eles que aproveitem, porque jogar aqui é fantástico. O ambiente é fabuloso e só estar aqui a treinar, mesmo sem ninguém nas bancadas, já dá para sentir a força que este estádio tem e que este clube. É, realmente, o maior clube do Mundo, tem dos melhores jogadores do Mundo e um dos melhores treinadores do Mundo. Peço aos meus jogadores que tenham concentração total e uma entrega total à partida».    
   
Pacheco coloca as coisas bem claras: é óbvio que ninguém pode exigir ao Boavista um bom resultado, mas este pode surgir, sem que nada extraordinário aconteça: «Podemos fazer história. Sabemos que é difícil, mas vamos tentar. É difícil porque o Manchester tem uma grande equipa e pode fazer a diferença a qualquer momento. Isso é o que normalmente acontecerá. Mas se os meus jogadores estiverem concentrados ao máximo e fizerem um jogo com respeito, mas sem medo, então tudo pode acontecer».     
   
«Não estamos em baixa»    
   
Pacheco recusou a ideia segundo a qual tanto o Boavista como o Manchester realizam este duelo em baixo de forma. E explicou porquê: «Não concordo com isso, de maneira nenhuma. Se perder em Alvalade e empatar em Paranhos é estar em baixa, então não estamos a falar da mesma coisa. Estamos a dois pontos do primeiro lugar e fizemos dois jogos seguidos fora. Se isso não tivesse ocorrido no calendário, provavelmente estaríamos na frente. Sobre o Manchester, é assim: eu não acredito na crise do Manchester. Equipas desta dimensão podem a qualquer momento recuperar e com um bom resultado, ficam logo em alta outra vez. Mas há que perceber uma coisa: todas as equipas têm ciclos de alta e de baixa, e mesmo numa época há diferentes momentos».    
   
Continuando a desconstruir a tese de que o Boavista não está no seu melhor, o técnico axadrezado lembrou que «esta época, propusemos levar bem alto o nome do Boavista na Europa e isso está a ser conseguido. O campeonato também é um grande objectivo, mas não considero que estejamos em baixa. Estamos na plenitude das nossas capacidades».   
  
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