Assembleia Geral da ONU discute em janeiro distribuição equitativa global de vacinas

Agência Lusa , DCT
14 dez 2021, 23:19
Abdulla Shahid, presidente da Assembleia Geral da ONU
Abdulla Shahid, presidente da Assembleia Geral da ONU

"Sem podermos vacinar o mundo, a recuperação económica não virá", diz Abdulla Shahid

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Assembleia Geral das ONU vai convocar para 13 de janeiro de 2022, na sede das Nações Unidas, uma reunião de alto nível sobre a distribuição equitativa de vacinas a nível global, revelou esta terça-feira o presidente do órgão, Abdulla Shahid.

O presidente da Assembleia Geral da ONU e representante das Maldivas junto da organização sublinhou esta terça-feira, em conferência de imprensa, em Nova Iorque, que está a preparar uma resolução sobre a vacinação, para ser adotada na Assembleia Geral da ONU, e para a qual espera o apoio dos 193 Estados-membros até janeiro, para coincidir com a reunião de alto nível do dia 13.

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Abdulla Shahid defendeu que novos esforços são necessários para efetivar a estratégia de vacinação global lançada pela Organização Mundial da Saúde (OMS) em outubro para vacinar 40% da população mundial até final deste ano e 70% em meados do próximo ano, para a qual eram necessários sete mil milhões de euros.

Atingimos o objetivo? Não. Quando olhamos para países em África, há uma taxa média de vacinação de cinco a seis por cento. Não podemos dizer que alcançámos algo próximo da equidade”, disse o presidente da Assembleia Geral.

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“Sem podermos vacinar o mundo, a recuperação económica não virá, o regresso à normalidade social e educacional não vai acontecer”, destacou o responsável, acrescentando também que não haverá “nenhum grau de certeza sobre o modo de vida” enquanto o número de variantes do vírus que causa a covid-19 continue a crescer.

O diplomata das Maldivas sublinhou, em conferência de imprensa, em Nova Iorque, que o principal objetivo da sua presidência continua a ser a distribuição equitativa de vacinas a nível global, um tópico que vai ser o principal foco da reunião de alto nível a 13 de janeiro na sede das Nações Unidas, em Nova Iorque.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) alertou esta terça-feira para a propagação muito rápida, a um ritmo sem precedentes, da variante da Ómicron do coronavírus que causa a covid-19.

Segundo a OMS, a vacinação, por si só, não vai evitar a propagação da nova estirpe, pelo que há que manter as medidas sanitárias e sociais, como o uso de máscaras, o distanciamento físico, a higienização das mãos e a ventilação dos espaços fechados.

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