António Feijó eleito presidente da Fundação Calouste Gulbenkian

Agência Lusa , DCT
15 dez 2021, 18:16
António Feijó
António Feijó

O novo presidente da Fundação Calouste Gulbenkian entrará em funções a 03 de maio de 2022

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O administrador António Feijó foi esta quarta-feira eleito presidente do conselho de administração da Fundação Calouste Gulbenkian (FCG), em Lisboa, sucedendo no cargo a Isabel Mota, revelou à agência Lusa fonte oficial.

De acordo com um comunicado da FCG, o novo presidente da Fundação Calouste Gulbenkian entrará em funções a 03 de maio de 2022.

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Isabel Mota, a primeira mulher a presidir ao conselho de administração da FCG, iniciou funções em maio de 2017.

A decisão da passagem de testemunho foi decidida hoje numa reunião do conselho de administração plenário da Gulbenkian, que elegeu, por voto secreto, o professor universitário e investigador António M. Feijó.

O novo presidente sucederá a Isabel Mota, que em maio chegará ao fim do seu mandato, não podendo ser reconduzida, tal como previsto nas normas da Fundação, por ter atingido o limite de idade, indica o comunicado.

Vasto currículo dedicado às artes

António Feijó é professor catedrático da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa. Foi diretor da Faculdade de Letras e é, atualmente, pró-reitor da Universidade de Lisboa. É diretor da Imprensa da Universidade de Lisboa, anuncia a Gulbenkian numa nota enviada às redações.

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O novo presidente da fundação tem doutoramento em Literatura Inglesa e Norte-Americana pela Universidade Brown, nos Estados Unidos, e um mestrado em artes em Literatura Inglesa e Norte-Americana, pela Universidade do Estado de Nova Iorque, em Albany, também nos Estados Unidos.

Tem publicações sobre literatura inglesa, norte-americana e portuguesa, bem como traduções e versões dramatúrgicas de Shakespeare, Thomas Otway e Fernando Pessoa, entre outros autores. Em 2015, publicou Uma Admiração Pastoril pelo Diabo (Pessoa e Pascoaes) (Imprensa-Nacional Casa da Moeda), que recebeu o Prémio Jacinto do Prado Coelho, da Associação Portuguesa dos Críticos Literários, e, em 2016, publicou uma versão "ligeiramente alterada" da sua tradução de Hamlet, de Shakespeare.

Em 2017 publicou, com Miguel Tamen, A Universidade como deve ser (Fundação Francisco Manuel dos Santos).

Com Tamen, também promoveu a discussão dos Livros de Bob Dylan, em Lisboa, quando o criador de Forever young e Shelter from the storm foi distinguido com o Nobel da Literatura.

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É autor da peça Turismo Infinito, sobre a voz de Fernando Pessoa, que o Teatro Nacional de São João estreou em 2009, com direção de Ricardo Pais.

António Feijó comissariou ainda exposições sobre literatura, na Fundação Calouste Gulbenkian, em 2008, e na Fundação Cupertino de Miranda, em 2018, em colaboração.

É ainda diretor não-executivo da Fundação da Casa de Mateus e administrador não executivo da Fundação Calouste Gulbenkian desde 2018. Foi também presidente do Conselho Geral Independente da RTP.

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