Agência da ONU acusada de branquear "graves violações" do regime egípcio

22 nov, 22:49
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Carta foi enviada ao administrador do PNUD, Achim Steiner, com cópia para o secretário-geral da ONU, António Guterres

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Três importantes organizações de direitos humanos acusaram, nesta segunda-feira, o Programa da ONU para o Desenvolvimento (PNUD) de atuar em conivência com o governo egípcio e “branquear graves violações das leis internacionais de direitos humanos”.

As acusações surgem numa carta entregue na ONU e assinada conjuntamente pela Amnistia Internacional (AI) e a Human Rights Watch (HRW), para além do egípcio Cairo Institute for Human Rights Studies, onde se refere que o relatório do PNUD sobre o Egito de setembro passado está repleto “de falsidades e afirmações enganosas” e oculta “a importância e a gravidade das violações dos direitos humanos” cometidas pelo regime do Cairo e as suas forças de segurança.

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As duas organizações não governamentais (ONG) também consideram que o relatório do PNUD contradiz as afirmações e conclusões de outras agências da ONU, com os três signatários a pedirem ao PNUD que “retire esse relatório de todos os portais da ONU” e “investigue as circunstâncias da sua redação e publicação”.

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A carta foi enviada ao administrador do PNUD, Achim Steiner, com cópia para o secretário-geral da ONU, António Guterres, apesar de o porta-voz da secretaria-geral, Stéphane Dujarric, ter indicado hoje desconhecer o seu exato conteúdo e abster-se de emitir comentários.

Uma fonte das organizações signatárias indicou à agência noticiosa Efe que as questões que mais incomodaram os defensores dos direitos humanos são as afirmações contidas no relatório sobre as prisões no Egito e a lei antiterrorista, ou quando considera que a nova lei egípcia sobre a sociedade civil “reforça o papel das ONG”.

A carta subscrita pelas três organizações contém um anexo onde recordam que, desde o golpe de Estado contra Mohamed Morsi em 2013, “as forças de segurança perpetraram graves violações em nome do contraterrorismo, incluindo desaparecimentos forçados, detenções arbitrárias em massa, tortura e maus-tratos, abusos cometidos sistematicamente e em grande escala”, e acrescentam “existirem provas credíveis de que estes abusos são parte da política do Estado para reprimir a dissidência”.

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