"Bolsas arriscam pior sessão do ano". Galp e BCP afundam com nova variante covid-19

26 nov, 11:22

Nova variante da covid-19 contagia bolsas em todo o mundo, que registam perdas avultadas. Nenhuma empresa da bolsa de Lisboa escapa às quedas e os preços do petróleo estão a perder mais de 5% com receio de novos confinamentos

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As bolsas europeias acordaram com os "pés de fora" na sessão desta sexta-feira, pressionadas pela nova variante da covid-19, descoberta no sul de África, com os investidores a temerem uma nova quebra das economias a nível global. Por cá, a praça de Lisboa não escapa ao sentimento negativo, com a sua maior queda em pelo menos um mês. 

Entre as empresas nacionais, o maior destaque vai para a Galp Energia, que afunda 4,33%, e para o BCP, que derrapa 3,29%, numa manhã em que todas as cotadas perdem força. 

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Numa altura em que a covid-19 volta a propagar-se com força em vários países da Europa, a nova variante já levou alguns países a suspenderem voos para países africanos, como é o caso do Reino Unido. Em toda a Europa, os índices perdem em torno dos 3%.

"A nova variante de covid-19 detetada em vários países do Sul de África está a gerar um forte sell off nas bolsas mundiais, que arriscam a pior sessão de 2021 se a tendência negativa se mantiver", de acordo com uma nota matinal do BA&N, nesta manhã. 

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Durante a madrugada em Lisboa, também os índices asiáticos sofreram fortes recuos. Em Hong Kong (-2,67%) e no Japão (-2,33%) sentiram-se as maiores quedas, com a China (-0,56%) também a perder alguma força. Os futuros do norte-americano S&P 500 encolhem quase 2%, apontando para um início de sessão em queda depois de ontem ter estado encerrado devido ao Dia de Ação de Graças nos Estados Unidos.

O petróleo Brent, negociado em Londres e que serve de referência para a Europa, perde 5,13% para os 78 dólares por barril e o WTI (West Texas Intermediate), dos EUA, afunda 6,20% para os 73,53 dólares. 

"As quedas violentas no mercado mostram que os investidores temem que a nova variante obrigue ao regresso dos confinamentos, o que terá fortes implicações na recuperação robusta que a economia mundial está a registar neste final de ano. As companhias ligadas ao turismo e mais dependentes da evolução económica estão a ser as mais castigadas na abertura da sessão europeia, mas todos os setores estão a ser fortemente penalizados, com os investidores a venderem ações de forma generalizada", pode ler-se na mesma nota.

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Com os investidores a fugirem dos ativos considerados mais arriscados, como é o caso das ações, as obrigações soberanas ganham novo protagonismo, uma vez que são vistas como ativos de refúgio por comportarem menos risco para as carteiras de investimento. Nesse sentido, os juros da dívida portuguesa a dez anos estão a cair 0,5 pontos base para os 0,391%, num movimento que é repetido pelos juros das restantes economias do "velho continente".

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