Lage: «No Benfica não basta chegar às finais, temos de conquistar títulos»

23 abr, 23:38

Taça de Portugal: Benfica-Tirsense, 4-0 (reportagem)

Bruno Lage, treinador do Benfica, em conferência de imprensa, depois da vitória sobre o Tirsense (4-0), no Estádio da Luz, em jogo da segunda mão da meia-final da Taça de Portugal:

Análise ao jogo

«Carimbar a passagem para a final da Taça, queríamos muito estar no Jamor. É objetivo vencer a final, no Benfica não basta chegar às finais, temos de conquistar títulos. Sobre o jogo, jogámos no conforto do resultado da primeira mão. A primeira parte foi morna, depois corrigimos um ou outro posicionamento para a segunda parte e é com justiça que vencemos por quatro. Penso que fizemos uma boa campanha na Taça de Portugal e valorizamos muito o respeito que queríamos dar ao Tirsense. Esta sala é espaço de liberdade e quero a vossa como a minha. Percebo muito o vosso trabalho, é através de vós que comunico com os adeptos, para fora e às vezes para dentro, para o balneário. O trabalho em cooperação é bom, mas vão entender o foco, na conferência de ontem, no Tirsense. Muitas alterações... O meu foco e liberdade de decidir e valorizar o Tirsense».

Como está a mentalidade da equipa para jogar dois dérbis com o Sporting nesta fase decisiva? 

«Para preparar esses duelos temos de preparar da melhor maneira este duelo com o AVS. Um dia 'a la vez'. É um dia de cada vez, temos de ter o foco, a equipa concentrada e dedicada e fazer jogo sólido. Temos quatro finais no campeonato e uma no Jamor».

Concorda que na primeira parte o Benfica voltou a evidenciar dificuldades em defrontar equipas mais fechadas?

«Não. Ponha-se na situação dos jogadores. Dois pontas de lanças, dois alas a procurar espaço intermédio e com várias alterações na equipa. Não foi fácil porque a forma como preparámos o jogo, as instruções que demos no final da primeira parte para corrigir um ou outro posicionamento. A equipa foi crescendo. As dinâmicas não acontecem de um dia para o outro. Sabemos quais os sistemas que dominamos, sabemos quais são os nossos pontos fortes a atacar. Este poderia ter sido o jogo para experimentarmos esta dupla de pontas de lanças para os próximos jogos, em determinados períodos do jogo, jogarmos assim. Não revela nada, revela que as dinâmicas e os sistemas vêm com trabalho».

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