AVS pela primeira vez nos oitavos da Taça de Portugal após 14 grandes penalidades
Foram precisas 14 grandes penalidades para que o AVS fizesse história e passasse pela primeira vez aos oitavos de final da Taça de Portugal. Depois de um jogo em ritmo de treino e onde o Académico de Viseu até foi melhor, que já havia eliminado o Gil Vicente, o emblema da I Liga acabou por carimbar a continuidade na prova rainha no desempate por penáltis. Aí, Milioransa atirou o esférico para as nuvens e decidiu.
João Pedro Sousa mudou quatro peças depois do empate caseiro com o Gil Vicente. Sidi Bane, Rúben Semedo, Oscar Pera Tomané saíram da equipa para dar lugar a Tiago Galletto, Carlos Ponck, Diego Duarte e Nené. Sérgio Fonseca afinou pelo mesmo diapasão e também fez quatro alterações depois do triunfo em Felgueiras. Bruno Brígido, Rúben Pereira, Pedro Barcelos e Gohi foram a jogo no lugar de Domen Gril, Nikos Michelis, Anthony Correia e Alvaro Zamora.
Os viriatos estiveram melhor na primeira metade e bem mais perto de inaugurar o marcador, valendo a boa exibição de João Gonçalves. André Clóvis foi o primeiro a tentar: um remate saiu à malha lateral e o outro foi o guardião do AVS a defender. Os locais apenas por uma vez estiveram perto de marcar, mas Jaume Grau, solto na área, acertou nas orelhas da bola. Ainda antes do descanso, Gohi e Gustavo Costa também tentaram, porém João Gonçalves mostrou-se intransponível.
A turma da Vila das Aves surgiu melhor para o segundo tempo. Nené, por duas vezes, esteve perto de fazer as redes balançar. Primeiro, de livre direto, fez a barra tremer; depois, após boa jogada com Diogo Spencer, obrigou Bruno Brígido a fazer uma boa defesa. Na resposta, André Clóvis, sempre ele, apareceu ao segundo poste a cabecear ligeiramente por cima. Os técnicos queriam resolver o jogo nos 90 minutos e começaram a refrescar as equipas. Contudo, o resultado prático foi nulo e o prolongamento tornou-se uma realidade.
Mais meia hora de jogo com o final esperado: os dois coletivos com mais medo de perder do que com coragem para ganhar levaram o jogo para as grandes penalidades. Da marca de 11 metros, Nené abriu o marcador para o AVS. André Clóvis não deixou os créditos por mãos alheias e fez o mesmo. Seguiram-se Pedro Lima, Rafael Barbosa, Rivas e Bruno Lourenço não perdoaram para a equipa de Santo Tirso, e Messeguem, Robinho, Rúben Pereira, Zamora fizeram o mesmo para os de Viseu. No mata-mata, após 14 grandes penalidades, Milhoransa falhou e deu a passagem ao AVS.
FIGURA: João Gonçalves (AVS)
O Académico de Viseu esteve sempre mais perto do golo e valeu a excelente exibição de João Gonçalves, principalmente no primeiro tempo. André Clóvis, Gohi e Gustavo Costa bem tentaram, mas o guarda-redes do AVS levou sempre a melhor e segurou o nulo.
O MOMENTO: Bola na barra
O AVS, apesar da fraca exibição, esteve bem perto de chegar à vantagem durante os 90 minutos. De livre direto, Nené rematou direto e acertou em cheio na barra. Foi a melhor ocasião do jogo.
POSITIVO: Exibição do Académico de Viseu
Excelente exibição do Académico de Viseu que merecia bem melhor. A equipa da Liga 2 foi sempre mais perigosa e merecia ter chegado à vantagem, falhou no capítulo da finalização.