BCE quase dobra previsões para inflação e está menos otimista com a economia em 2022

16 dez 2021, 14:19
Banco Central Europeu (Lusa/EPA)
Banco Central Europeu (Lusa/EPA)

Entidade bancária reavaliou o aumento de preços que paira sobre a região, prevendo agora uma subida mais acentuada. Já o PIB foi revisto em baixa

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O Banco Central Europeu (BCE) está menos otimista com a evolução da economia na Zona Euro no próximo ano, revendo em baixa o crescimento do PIB (Produto Interno Bruto) para a região. Ao mesmo tempo, os receios com a inflação parecem continuar, uma vez que a autoridade bancária prevê agora que os preços subam mais do que o esperado anteriormente. 

"A inflação deve permanecer elevada no curto prazo, mas esperamos que diminua no decorrer do próximo ano", disse Lagarde, na conferência que sucedeu às decisões de política monetária, acrescentando que "o aumento da inflação reflete principalmente um aumento acentuado nos preços de combustível, gás e eletricidade".

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Para este ano, a entidade liderada por Christine Lagarde prevê que a inflação seja de 2,6%, acima dos 2,2% desenhados no último encontro de setembro. Mas a maior diferença prende-se com o próximo ano. Enquanto antes era esperada uma inflação de 1,7%, agora o BCE aponta para um crescimento de preços na ordem dos 3,2%. Para 2023, os preços deverão continuar a subir, mas a um ritmo menor de 1,8% (contra os 1,5% previstos antes).

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Tendo em conta a atividade económica, há também alterações nas previsões. O PIB da Zona Euro deverá crescer 5,1% este ano, mais do que os 5% apontados anteriormente. Mas no próximo ano o ritmo de crescimento será menor, de 4,2%. Na última reunião, o BCE esperava que este valor fosse de 4,6%. Em 2023, deverá voltar a crescer a um ritmo superior (2,9%) ao elaborado em julho (2,1%).

"Há incerteza sobre quanto tempo levará para estes problemas [da inflação] serem resolvidos. Mas, ao longo de 2022, esperamos que os preços da energia estabilizem, os padrões de consumo normalizem e as pressões sobre os preços diminuam", defende.

Em novembro deste ano, a inflação homóloga foi de 4,9%, o que representou um valor recorde. Ao contrário de Jerome Powell, líder do banco central dos EUA, Lagarde sublinha que esta alteração é temporária, mesmo aumentando as previsões para o próximo ano de forma robusta.

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