Martínez: «O estilo de jogo de Portugal é muito fácil»

9 jun, 18:20
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Selecionador nacional rejeita ensaio geral para o onze do Mundial e sublinha que todos terão minutos frente à Nigéria

Roberto Martínez fez a antevisão do último jogo de preparação antes do Mundial 2026, frente à Nigéria, e deixou claro que não haverá um «onze base» nesta fase, defendendo antes uma gestão global do plantel e a flexibilidade tática da Seleção Nacional.

Gestão do plantel frente à Nigéria

«É o último jogo da preparação antes de estrear na prova, no Mundial, mas para nós o foco é o foco individual, tentar recuperar e dar minutos aos jogadores que precisam. O primeiro objetivo é levar os jogadores para o avião para Miami preparados para o Mundial. Isso é o objetivo número um. Queremos ganhar. No futebol precisas de esperar o inesperado. Aconteceu contra o Chile, fizemos uma primeira parte de controlo total muito bom, depois com o cartão vermelho e jogar dez contra dez, atingimos um bom resultado, mas também aspetos que precisamos de melhorar. E contra a Nigéria temos uma oportunidade de trabalhar aspetos que acho que são semelhantes com as pontas fortes da RD Congo. É uma equipa africana diferente, tem muita flexibilidade tática, mas é um adversário exigente e mais um teste para preparar o nosso grupo.»

«Acho que a força de Portugal é o compromisso de todos os jogadores e a minha responsabilidade e a responsabilidade da equipa técnica é preparar os jogadores para ajudar a equipa e quando estiverem em campo utilizem o seu talento e a sua atitude para ganhar jogos por Portugal. Então não é o onze inicial, não é o onze que termina. Amanhã ajustamos o que precisamos durante o jogo. A ideia é fazer onze substituições. A ideia é o oposto de jogar 90 minutos com os mesmos jogadores, a ideia é que todos tenham minutos.»

Nigéria é um teste exigente

«Gosto muito das ideias do treinador da Nigéria. É uma equipa que é muito flexível taticamente, jogar com o 4-4-2 losango, com opções depois de mudar e diretamente trazer alas e dois pontas de lança. Utiliza muito bem as valências da sua equipa, tem atacantes muito rápidos, fisicamente muito fortes, são atacantes diferentes do estilo do Chile. Então para nós é muito importante poder trabalhar nisso. Quando há jogos pela Seleção, o trabalho sempre é para ganhar o jogo. Então nós precisamos fazer tudo aquilo que trabalhamos bem, executar isso. O jogo do Chile acelerou muito. Acho que é melhor ganhar 2-1 do que ganhar 2-0, por respeito de avaliar, de poder melhorar. E amanhã é o mesmo. Vamos tentar ganhar, vamos tentar mostrar uma clareza naquilo que queremos e também abrir a competitividade entre os jogadores, os momentos de forma e ao fim do jogo poder celebrar com os nossos adeptos o que é o último jogo de preparação para o Mundial.»

«O estilo de Portugal é muito fácil»

«O estilo de Portugal é muito fácil. É um grupo de jogadores com muito talento e nós temos uma estrutura, um equilíbrio e uma disciplina dentro desse talento para ganhar jogos. Os números estão ali: vitórias, golos, chegadas na área, um compromisso total para defender rápido e defender alto, e isso é o estilo. É o que temos depois de 15 anos de trabalho na formação dentro do futebol português e pelos jogadores que temos. Outro aspeto é o aspeto tático. Eu acho que é um aspeto diferente de falar da nossa estrutura tática. O estilo é o que nós temos. A estrutura tática é a estratégia do jogo para ter uma vantagem sobre o adversário. E isso eu já falei no primeiro dia que cheguei à Cidade do Futebol, que a ideia nossa é ter flexibilidade tática para poder ajustar todo o talento individual dentro da estrutura de equipa. É isso que estamos a trabalhar. É muito difícil para pessoas de fora que não têm conhecimento de futebol poder falar do aspeto tático. Eu percebo isso, mas o estilo é muito fácil e definido.»

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