A revelação acontece horas depois de o secretário da Defesa dos Estados Unidos, Pete Hegseth, ter deixado um aviso firme nas redes sociais
Os Estados Unidos e Israel discutiram a possibilidade de enviar forças especiais para o Irão para garantir o controlo do arsenal de urânio altamente enriquecido do país numa fase posterior da guerra. A informação foi avançada pelo jornal Axios, que cita quatro fontes com conhecimento nas conversas.
De acordo com essas fontes, o presidente norte-americano, Donald Trump, terá considerado o envio de unidades de operações especiais como uma das várias opções em análise para impedir que Teerão continue a enriquecer urânio para uma eventual produção de material destinado a armas nucleares.
“Em algum momento talvez o façamos. Seria uma grande coisa”, admitiu o presidente norte-americano no passado aos jornalistas, acrescentando que essa possibilidade deveria ser avaliada numa fase posterior.
Segundo responsáveis citados pela Axios, caso os Estados Unidos avancem com operações com “tropas no terreno”, estas não passariam por uma grande força militar, mas antes por pequenas incursões conduzidas por unidades de operações especiais.
"Se matarem americanos, vamos matar-vos"
A revelação acontece horas depois de o secretário da Defesa dos Estados Unidos, Pete Hegseth, ter deixado um aviso firme nas redes sociais, alertando que qualquer ataque contra cidadãos norte-americanos terá uma resposta contundente.
Numa publicação partilhada pelo Comando Central dos Estados Unidos (CENTCOM) na rede social X, Hegseth afirmou que quem ameaçar americanos enfrentará consequências severas. “Se matarem americanos, se ameaçarem americanos em qualquer lugar do mundo, vamos caçar-vos sem pedir desculpa e sem hesitação, e vamos matar-vos”, declarou.
"If you kill Americans, if you threaten Americans anywhere on earth, we will hunt you down without apology and without hesitation and we will kill you." - Secretary of War Pete Hegseth pic.twitter.com/l0jkXxI74y
— U.S. Central Command (@CENTCOM) March 8, 2026
A mensagem foi acompanhada por um vídeo de 21 segundos, que mostram veículos e estruturas a serem atingidos e destruídos por forças norte-americanas durante recentes operações militares.