Técnico do Moreirense fala em «orgulho» com o trabalho desenvolvido
Vasco Botelho da Costa, treinador do Moreirense, em declarações na sala de imprensa do Parque de Jogos Comendador Joaquim de Almeida Freitas, após o desaire (1-2) frente ao Gil Vicente. O técnico diz que o jogo mudou com a expulsão que deixou a sua equipa inferiorizada. O técnico também foi expulso.
Análise ao jogo
«Foram dois jogos dentro de um só: um até à expulsão e outro depois. O jogo foi fechado, tático, sem espaço. O Gil vinha para a pressão, mas nós tivemos capacidade para os por em sentido face a essa estratégia, sem sermos perigosos. Com a expulsão o jogo muda, tivemos de ajustar, e tivemos uma grande postura, com bola. Com o avançar do tempo perdemos essa capacidade, faltou um bocadinho de pilhas para segurar o empate, ou procurar a vitória, tínhamos na mesma os caminhos para chegar ao golo. O Gil massacrou muito nos cruzamentos ao segundo poste, mas foi só isso. Mesmo na segunda parte não houve um massacre. Houve mais aproximações, algum perigo, duas ou três oportunidades claras, mas acaba por ser inglório para o nosso esforço. Independentemente do resultado os adeptos estão orgulhosos com o que fizemos».
Lance do penálti e expulsão
Sou treinador, um treinador treina, o jogador joga, o dirigente dirige é o árbitro arbitra os jogos. Não sou ninguém para comentar o que os árbitros fazem, acredito que vêm para aqui dar o melhor deles. Não entra nas minhas preocupações. Em relação à expulsão, vivemos muito o jogo, não fui mal-educado, não insultei ninguém, sou um bocado chato às vezes, tenho de aceitar [a expulsão].
Duas derrotas consecutivas
«O desafio nesta fase, em que os resultados não são positivos, é usar como motivação. Os triunfos dão motivação, tem que haver o oposto, inconformismo e resiliência. Não considero que as exibições tenham mexido drasticamente para que os resultados sejam mais negativos. Os últimos tempos refletem isso em termos de resultados, no detalhe os resultados estão a cair mais para os adversários, também se trabalha, faz parte do crescimento».