Salgueiros-Sporting, 1-5 (reportagem) O treinador romeno mete o pé ao travão para aniquilar as euforias. As goleadas sucedem-se, mas ainda há um longo período a percorrer e as exibições da sua equipa são inconstantes.
Lazlo Bölöni caminha a passos largos para ser o Bobby Robson. O técnico inglês começou a pronunciar algumas palavras em português, a medo, mas depois soltou-se. O romeno também já parece estar algo familiarizado com a língua de Camões: «Este jogo foi muito difícil durante uma hora». Disse-o em português, algo arranhado pelo seu francês. «Mas, depois, conseguimos marcar o segundo golo e o Salgueiros não pôde recuperar».
«Controlámos o jogo, mas essa é uma tarefa complicada. Já que não basta ter intenção de fazer, é preciso consegui-lo na prática», afirmou o treinador do Sporting, satisfeito com a expressiva vitória em Paranhos, mas ciente de que a sua equipa cometeu alguns erros e ainda não atingiu a clara plenitude em termos exibicionais. Das suas palavras depreende-se que ainda existe um longo caminho a percorrer.
«Tranquilamente, a nossa qualidade técnica tem surgido. É assim que quero o Sporting, goleador. Não gosto que a equipa desapareça em alguns períodos. Quero que os meus jogadores estejam sempre atentos. O Sporting vai a caminho do seu melhor, mas ainda vai encontrar muitas dificuldades. Não somos a melhor equipa do Mundo», alertou, dissipando possíveis euforias.
Bölöni comentou ainda a chicotada psicológica no AC Milan, que tem um novo treinador nos seus comandos. Ancelloti substituiu Terim e o figurino de jogo poderá ser outro. «Temos uma ideia do Milan que agora irá mudar com o Ancelloti. Além disso, a moral do nosso adversário também pode aumentar. Não gosto de defrontar equipas que mudaram o seu treinador», afirmou sobre o adversário do Sporting na Taça UEFA.
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