Trump diz que assistiu à captura de Maduro "como se fosse um programa de televisão"

CNN
3 jan, 15:10
Venezuela

O presidente norte-americano anunciou que o seu homólogo venezuelano está a bordo do USS Iwo Jima, a caminho de Nova Iorque

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que acompanhou em tempo real a complexa captura do presidente venezuelano, Nicolás Maduro, a partir de uma sala em Mar-a-Lago, ao lado de generais militares.

“Disseram-me militares de carreira que não há outro país na Terra capaz de realizar uma manobra destas”, afirmou Trump numa entrevista telefónica à Fox News. “Se tivesse visto o que aconteceu... quero dizer, eu vi literalmente, como se estivesse a ver um programa de televisão”.

“Se tivesse visto a velocidade, a violência - eles usam esse termo, velocidade e violência -... foi simplesmente algo incrível, um trabalho extraordinário feito por estas pessoas. Não há mais ninguém que pudesse ter feito algo assim”, acrescentou Trump.

O presidente norte-americano, que passou o Natal e o Ano Novo em Palm Beach, no seu clube privado Mar-a-Lago, disse que viu as forças armadas dos EUA capturarem Maduro, numa operação que incluiu a arrombamento de portas de aço.

“Nós assistimos a partir de uma sala. Tínhamos uma sala e vimos tudo, cada aspeto da operação. Estávamos rodeados de muitas pessoas, incluindo generais, e eles sabiam exatamente o que estava a acontecer. Foi muito complexo, extremamente complexo”.

“Basicamente, eles entraram à força e invadiram locais que, teoricamente, não podiam ser invadidos - arrombaram portas de aço que tinham sido colocadas ali precisamente por esse motivo - e retiraram-nos em questão de segundos. Nunca vi nada assim”, continuou.

"Alguns feridos. Nenhum morto"

Trump afirmou que os Estados Unidos tinham à disposição um “número massivo” de aeronaves, incluindo helicópteros e aviões de combate. O presidente dos Estados Unidos acredita ainda que nenhum americano morreu durante a operação para capturar o presidente venezuelano Nicolás Maduro, embora alguns tenham ficado feridos ao tentarem detê-lo num local que Trump descreveu como fortemente fortificado.

“Penso que não tivemos ninguém morto, tenho de dizer isso, porque alguns homens foram atingidos. Mas regressaram e, ao que tudo indica, estão em muito boas condições”, afirmou à Fox News.

O presidente acrescentou que um helicóptero foi atingido durante a operação, mas que nenhuma aeronave foi perdida.

“Não perdemos nenhuma aeronave. Tudo regressou. Uma delas foi atingida com bastante força, um helicóptero, mas conseguimos trazê-lo de volta”, afirmou Trump.

Os passos que se seguem, segundo Trump

O presidente dos Estados Unidos antecipou o que a sua administração está a ponderar como próximos passos em termos de governação da Venezuela, depois da captura de Nicolás Maduro.

“Bem, estamos a tomar essa decisão agora. Não podemos correr o risco de deixar outra pessoa governar e simplesmente continuar o que ele deixou. Por isso, estamos a decidir isso neste momento. Vamos estar muito envolvidos. E queremos liberdade para o povo”, disse Trump à Fox News, numa entrevista telefónica.

Trump afirmou que os venezuelanos estão muito satisfeitos com a captura de Maduro “porque gostam dos Estados Unidos” e porque o país, sob Maduro, era “uma ditadura”.

Segundo Trump, Maduro estava a tentar negociar. “Sabe? Ele estava a tentar negociar no fim”, disse. “Mas eu disse: ‘Não, não podemos fazer isso.’ O que ele fez com as drogas é mau".

Maduro a bordo do USS Iwo Jima

Donald Trump afirmou ainda que o presidente venezuelano Nicolás Maduro e a sua mulher estão a bordo do USS Iwo Jima, a caminho de Nova Iorque.

“Sim, o Iwo Jima. Eles estão num navio”, esclareceu Trump. “Vão seguir para Nova Iorque. Os helicópteros retiraram-nos de lá e eles foram de helicóptero numa viagem agradável. Tenho a certeza de que adoraram. Mas eles mataram muita gente, não se esqueçam disso.”

Questionado sobre as alternativas que tinha oferecido a Maduro, Trump respondeu: “Bem, basicamente eu disse: tens de desistir. Tens de te render.”

Trump disse ainda à Fox que falou com Maduro há uma semana: “Isto foi um símbolo muito importante, e nós, eu tive conversas. Eu falei com ele pessoalmente, mas disse-lhe: tens de desistir. Tens de te render".

E.U.A.

Mais E.U.A.