Do partido Cidadãos, um dos vários que o governo tem tentado ilegalizar, Aleko Elisashvili foi condenado por terrorismo na forma tentada. Em tribunal, declarou-se inocente e disse estar a protestar contra a repressão da oposição no país
Um político da oposição georgiana foi condenado a 13 anos de prisão esta sexta-feira, depois de ter sido considerado culpado de terrorismo por tentar incendiar um edifício do tribunal na capital, Tbilisi, no ano passado.
A notícia foi avançada pela agência de notícias Interpress, que adianta que o tribunal afirmou que Aleko Elisashvili, fundador do partido Cidadãos, invadiu o edifício da chancelaria do Tribunal da Cidade de Tbilisi em novembro de 2025, partindo uma janela com um martelo, derramando gasolina no interior e tentando incendiar o edifício.
Elisashvili, que se declarou inocente e disse estar a protestar contra a repressão da oposição por parte do Governo, foi condenado por terrorismo na forma tentada.
Em tempos um dos Estados mais democráticos e pró-ocidentais a emergir da União Soviética, a Geórgia tem-se tornado cada vez mais autoritária desde o início da guerra da Rússia na Ucrânia, em fevereiro de 2022, acusam os críticos do governo.
Vários políticos da oposição estão presos, e o partido de Elisashvili faz parte de um grupo político que enfrenta uma proibição total por parte do partido no poder, Sonho Georgiano, que acusa a oposição de tentar fomentar golpes de Estado violentos.
As relações da Geórgia com a União Europeia (EU), à qual o país pretendia aderir, estão sob crescente tensão devido às preocupações com o retrocesso democrático.
Ainda não é público se Elisashvili pretende recorrer da sentença, durante cuja leitura voltou a defender as suas ações. "Queria cuspir na cara deste governo, para mostrar que não nos podem oprimir", disse citado pela Rádio Europa Livre/Rádio Liberdade.
