Partido de extrema-direita dos Países Baixos retira-se do governo de coligação

CNN Portugal , AM com Lusa
3 jun 2025, 09:43
Geert Wilders

Coligação foi constituída há 11 meses

O líder da extrema-direita dos Países Baixos, Geert Wilders, retirou esta terça-feira o partido (PVV) da coligação governamental, devido a um desacordo sobre a imigração, abrindo caminho para eleições antecipadas.

"Não há acordo para o nosso plano de asilo (...). O PVV abandona a coligação", escreveu Wilders nas redes sociais.

O líder do partido de extrema-direita referia-se ao programa que tinha apresentado e que visava reforçar a política em relação aos imigrantes e aos requerentes de asilo.

Segundo Wilders, o partido retirou-se porque os outros três parceiros da coligação não estavam dispostos a apoiar as suas ideias para travar a migração por asilo.

Os parceiros de coligação de Wilders reagiram com incredulidade e consideraram que "Wilders está a mostrar que não está disposto a assumir a responsabilidade".

"Há uma guerra no nosso continente. Em vez de enfrentar o desafio, Wilders está a mostrar que não está disposto a assumir a responsabilidade", afirmou o líder do partido conservador VVD, Dilan Yesilgoz.

Já o líder do partido centrista NSC, Nicolien van Vroonhoven, disse que "é irresponsável derrubar o governo nesta altura".

A coligação governamental dos Países Baixos, formada por quatro partidos políticos, liderada pelo primeiro-ministro, Dick Schoof - que ainda não reagiu à saída do PVV -, foi constituída há 11 meses.

Os partidos têm a opção de tentar avançar como um governo minoritário, embora não seja esperado que o façam, até porque o líder da oposição, Frans Timmermans, já afirmou que a única opção são novas eleições.

"Não vejo outra forma de formar um governo estável", afirmou Timmermans.

Chega agora ao fim depois de ter tido dificuldades em chegar a um consenso e a perspetiva de novas eleições aumenta a incerteza política na quinta maior economia da zona euro.

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