Reuters, AP, NBC e Al Jazeera revelam que jornalistas seus foram mortos por Israel num hospital em Gaza. Há mais vítimas mortais

CNN Portugal , HCL
25 ago 2025, 09:44

Forças de Defesa de Israel "lamentam qualquer dano a civis não envolvidos" no conflito

Um ataque israelita em larga escala contra o Hospital Nasser, em Gaza, provocou a morte de pelo menos 20 pessoas, incluindo jornalistas - que trabalhavam para meios como a Reuters, a Associated Press, Al Jazeera e NBC, segundo relataram as respetivas organizações, citando responsáveis de saúde palestinianos.

O repórter de imagem Hussam al-Masri, um dos jornalistas mortos nos ataques segundo as mesmas fontes, trabalhava para a Reuters. O fotógrafo Hatem Khaled, também contratado pela mesma empresa, ficou ferido, de acordo com a mesma fonte.

Mariam Dagga, 33 anos, trabalhava como freelancer para a AP desde o início da guerra em Gaza, bem como para outros órgãos de comunicação social. É uma das vítimas mortais.

A Al Jazeera confirmou também que o seu jornalista Mohammed Salam estava entre os mortos no ataque ao hospital Nasser. 

Segundo a AP, a outra vítima mortal é Muath Abu Taha, que trabalhava para o canal norte-americano NBC

Entretanto, as Forças de Defesa de Israel (IDF) disseram "lamentar qualquer dano a civis não envolvidos", destacando que não têm como "alvo jornalistas enquanto tais". "A IDF atua para reduzir ao máximo os danos a civis não envolvidos, mantendo a segurança das suas tropas".

Os ataques ocorreram uma semana depois de outros cinco pacientes no mesmo hospital, localizado na região de Khan Younis terem morrido depois de uma operação israelita ter provocado a perda de energia na unidade, segundo o Ministério de Saúde da Faixa de Gaza, controlada pelo Hamas. Uma situação que a Organização Mundial da Saúde (OMS) considerou ser “profundamente alarmante”.

Num comunicado divulgado na manhã de sexta-feira, o ministério afirmou que o Complexo Médico Nasser estava “sem eletricidade, água, alimentos e aquecimento”, após a ofensiva lançada no dia 15 de agosto pelas Forças de Defesa de Israel (IDF), que resultou também na detenção de várias pessoas.

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