"Uma frente unida contra a chantagem russa". O que está previsto no acordo da União Europeia para reduzir o consumo de gás?

26 jul, 14:43

O ministro português do Ambiente reforçou a simbologia do acordo, que considerou “muito importante”

Os ministros da Energia da União Europeia (UE) chegaram esta terça-feira a um acordo político sobre a redução do consumo de gás.

O acordo, que foi descrito como um “consenso esmagador”, tem uma dupla dimensão: a primeira apela aos estados-membros para que procurem reduzir de forma voluntária o consumo de gás, estabelecendo uma meta indicativa de 15%. A segunda dimensão passa pelo cumprimento de metas obrigatórias, que serão ativadas apenas se necessário.

Da segunda dimensão estão isentos países que, tal como Portugal, não possuem ligações de gás com outros estados-membros e países cujo sistema elétrico não está sincronizado com as redes elétricas europeias, estando muito dependentes do gás para a produção de eletricidade.

À saída da reunião, Duarte Cordeiro reforçou a simbologia do acordo, que considerou “muito importante”. O ministro do Ambiente e da Ação Climática defende que a resposta da União Europeia espelha uma união face à agressão russa.

“Este regulamento permitiu, da forma como foi aprovado, compreender as múltiplas realidades europeias, neste sinal fundamental de unidade e de solidariedade que a Europa dá, mostrando uma frente unida contra a chantagem que está a ser desenvolvida pela Rússia”, declarou 

Para além disso, é também dito que Portugal vai cumprir a sua parte do acordo e “vai continuar a fazer o seu trabalho”, continuando o processo de aceleração energética e realizando campanhas de sensibilização. 

O acordo político foi alcançado no Conselho Extraordinário de Energia, em Bruxelas, no qual os 27 chegaram a um compromisso.

 

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