Líderes mundiais pedem mais esforços no combate à insegurança alimentar

Agência Lusa , AM
21 set, 06:18
Zelensky fala à porta fechada aos líderes dos países do G7 (Foto: Celmens Bilan/EPA)

Em junho, na reunião do G7, as sete maiores economias do mundo prometeram cerca de cinco mil milhões de euros para combater a insegurança alimentar

Líderes mundiais pediram, na terça-feira, mais esforços para combater a crescente insegurança alimentar global, agravada por várias crises, a invasão russa da Ucrânia e a escassez de fertilizantes.

Estados Unidos, União Europeia, União Africana, Colômbia, Nigéria e Indonésia afirmaram o seu "compromisso de agir urgentemente, de forma ampla e concertada para satisfazer as necessidades alimentares prementes de centenas de milhões de pessoas em todo o mundo, numa declaração conjunta, divulgada no final duma reunião ministerial à margem da Assembleia-Geral da ONU, em Nova Iorque.

Em particular, comprometeram-se a aumentar o apoio financeiro às agências humanitárias e a não impor restrições aos mercados de alimentos e fertilizantes, medidas para aumentar a produção agrícola.

O encontro surgiu na sequência da reunião do G7, em junho, na qual as sete maiores economias do mundo prometeram quase cinco mil milhões de dólares (cerca de cinco mil milhões de euros) para combater a insegurança alimentar.

"Não há paz com fome e não há luta contra a fome sem paz", resumiu o primeiro-ministro espanhol, Pedro Sanchez, enquanto o homólogo alemão, o chanceler Olaf Scholz, apelou para uma "ação com sentido de urgência".

O Presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, cuja intervenção na Assembleia-Geral da ONU está prevista para hoje, deverá anunciar uma nova ajuda norte-americana, disse na terça-feira o secretário de Estado, Antony Blinken.

O Fundo Central de Resposta a Emergências da ONU disponibilizou dez milhões de dólares (aproximadamente o mesmo valor em euros) para ajudar a Nigéria a enfrentar uma "crise devastadora de alimentos e nutrição", anunciaram na segunda-feira fontes oficiais.

Num relatório difundido em julho, a Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), o Fundo Internacional de Desenvolvimento Agrícola (FIDA), o Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef), o Programa Alimentar Mundial (PAM) e a Organização Mundial da Saúde (OMS) garantiram que "entre 702 e 828 milhões de pessoas" tinha sido afetadas "pela fome em 2021", ou 9,8% da população mundial.

Na semana passada, o secretário-geral da ONU, António Guterres, advertiu que se o mercado de fertilizantes não estabilizar neste ano, "não haverá alimentos suficientes em 2023".

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