Tomás Paçó não esconde o sportinguismo que existe desde tenra idade. Ainda assim, não garante que fará a carreira toda no Sporting... no fundo, fará o que o coração disser
Tomás Paçó, o menino que já virou homem – e referência – no futsal do Sporting. Aos 21 anos já tinha conquistado tudo, apesar de ainda dividir quarto com o irmão.
Cinco anos depois, agora com 26, conta com mais uns quantos troféus. Mas, venceu também fora da quadra: já é pai e passa à filha o que lhe foi passado.
Em entrevista ao Maisfutebol, assume, com muita frontalidade, que «vive» para o Sporting. À margem da conquista da Champions – a segunda na carreira – Tomás analisa a evolução desde que foi promovido a sénior.
Quanto ao futuro, deixa apenas uma garantia – fará o que o coração disser. Quanto a Nuno Dias, o desejo é simples – contrato vitalício.
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Como é que ser pai afetou-o na vida profissional?
Acho que ganhei um pouco mais de maturidade. Consegui transportar essa maturidade que eu comecei a ganhar ao longo da minha vida pessoal para dentro de campo. Ser um bocadinho mais consciente das minhas exibições. Consegui controlar mais as minhas emoções dentro de campo. Tanto a nível pessoal quanto a nível profissional, como jogador, acho que cresci muito e ganhei maturidade.
O seu sportinguismo é bem conhecido. Como é que se explica?
Eu fui criado para o Sporting. Talvez desde os meus 11 anos, o meu dia-a-dia é feito aqui em Alvalade. Os meus amigos são quase todos do Sporting. A minha família é toda do Sporting. E eu vivo praticamente para o Sporting. Eu passo aqui mais de metade do meu dia. E essa loucura vem de dentro. Eu nem sei explicar, é genuíno. Eu gosto muito de apoiar o Sporting. Gosto muito de jogar no Sporting e faz parte da minha vida.
De que maneira olha para a sua evolução ao longo dos anos?
Na verdade, é treinar com os melhores do mundo. Eu desde os meus 17 anos comecei a vir a treinar aos séniores. Isso faz a diferença. Comecei a caprichar mais no passe. Comecei a caprichar mais no remate. E depois é a confiança. A confiança faz toda a diferença. Se calhar no meu primeiro ano de sénior não me vias a pegar na bola e a correr pelo campo. Agora vês porque fui ganhando confiança. Fui subindo as escadas que há para subir. Nunca quis subir duas escadas ao mesmo tempo, passo a passo.
Vê-se a fazer toda a carreira no Sporting?
Eu vejo-me a estar onde eu me sentir feliz. Sinceramente não consigo dizer que vou ficar no Sporting para sempre. Eu sigo o meu dia-a-dia e o meu dia-a-dia é aquilo que o meu coração me disser. Neste momento estou feliz no Sporting. Acho que é difícil algum dia ficar chateado de estar aqui. Por enquanto, na minha cabeça, não há outra ideia sem ser estar no Sporting
E o Nuno Dias? Quer que fique em Alvalade por muitos anos?
Sim, é o melhor treinador do mundo. Toda a gente o diz, mesmo as pessoas que vão embora dizem que nós temos uma sorte do ‘caraças’ de ter este treinador. As coisas estão a correr bem e não quero trocar. Por isso que continue aqui e que faça um contrato vitalício.
O Zicky volta de lesão este ano. Que falta faz ao Sporting e à seleção?
Ao grupo nunca vai faltar energia, porque sem jogar ele aparece sempre, ele está sempre lá. Fala imenso, grita imenso e dá uma energia ao grupo muito grande. Quando ele está em campo faz uma diferença muito grande. A maneira que ele é cá fora é lá dentro de campo. Não desiste de nada, vai a todas as bolas, luta como um cavalo. Às vezes pensas que o lance está perdido, ele está lá aos trambolhões e a bola sobra para ele. Só ele sabe como faz aquilo. Para mim é o melhor pivô do mundo. Por isso vai sempre fazer falta a qualquer equipa, seja na Seleção, seja no Sporting.
