Jorge Braz: «É a primeira vez que deixo quase uma equipa de fora»

7 jan, 13:00

Selecionador nacional de futsal diz que se levasse outros jogadores ao Europeu teria na mesma garantias totais de qualidade: «É um excelente sinal»

À margem do anúncio dos 14 jogadores convocados para o Europeu de futsal, o selecionador nacional reconheceu que a escolha não foi fácil.

«Há várias ausências. Olho para isto de forma muito positiva e como algo muito agradável para o futsal português. Sem problemas, posso afirmar que é a primeira vez que deixo quase uma equipa de fora. E uma equipa de fora que iria para este Campeonato da Europa e não se alteravam os objetivos. Isto é um excelente sinal», apontou Jorge Braz em conferência de imprensa.

De fora dos convocados, além do lesionado Zicky Té, ficou João Matos, jogador do Sporting que esteve em todas as fases finais com Jorge Braz e que é o português mais internacional de sempre. «O importante hoje são estes 14. Mais do que esse lado, por tudo o que o João representa, e até para mim, o lado humano é sempre o mais difícil nestas coisas. O resto é olharmos para o momento e neste momento achámos que devia ser assim. O João já não tem estado connosco nestes estágios de preparação desta época. Temos de olhar para os objetivos que temos. Mas há uma coisa que é clara e inequívoca da minha parte e da equipa técnica nacional: um respeito brutal para com toda esta equipa que não vai e que podia ir.»

Jorge Braz afirmou não ter dúvidas de que o lote de jogadores escolhido dá garantias para lutar pela revalidação do título europeu conquistados nas duas últimas edições da prova. «O passado é espectacular, mas não nos traz vantagem nenhuma. Vamos extremamente confiante e temos de acabar de preparar a competição que aí vem. Claro que queremos estar na final e claro que esta equipa dá-nos essas garantias.»

Na fase de grupos do Europeu, a Seleção Nacional vai defrontar Itália, Hungria e Polónia, adversários que Jorge Braz analisou. «É um grupo interessante. A Itália tem uma equipa extremamente experiente. Está mais competitiva e qualificou-se de forma sensacional no play-off contra o Cazaquistão, o nosso último carrasco [n.d.r.: Portugal foi eliminado do Mundial pelo Cazaquistão]. (...) Será o primeiro jogo e um adversário interessante para iniciarmos a competição de pestana aberta. A Hungria é uma seleção extremamente organizada, com um selecionador espanhol muito competente e uma dinâmica muito interessante. Sabe muito bem o que fazer em todos os momentos do jogo. E a Polónia é uma das seleções europeias que mais tem crescido: a liga polaca tem crescido muito e tem vários jogadores portugueses, que vou acompanhando. (...) São extremamente físicos, diretos e pacientes. Este é o perfil global de três seleções que nos vão criar imensos problemas. Já fizemos o nosso trabalho e temos algum para continuar a fazer e analisar, mas acho que do lado de lá eles estão muito mais preocupados connosco. O grupo é para vencer e ponto!», rematou o selecionador.

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