Campeões de futsal de volta a Lisboa: «É extraordinário estarmos no topo da Europa»

11 mai, 16:51
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Nuno Dias e João Matos, ainda com a vozes roucas, deram conta do estado de espírito dos vencedores da Liga dos Campeões

Os campeões da Europa de futsal regressaram esta segunda-feira a Lisboa, com João Matos a trazer o terceiro troféu do Sporting ao ombro antes de dar conta, ainda com a voz rouca dos festejos, do sentimento do plantel que regressou, no passado domingo, ao topo da Europa.

O eterno capitão do Sporting foi recebido pelos filhos, mas nunca largou o troféu. «Peço desculpa pela minha voz. Estou mesmo muito orgulhoso, extremamente contente por este feito magnífico, não só elevámos o nome do Sporting e desta modalidade extraordinária, mas elevámos também o nome de Portugal. É extraordinário estarmos no topo da Europa mais uma vez, parece fácil por aquilo que o Sporting tem feito constantemente nos últimos anos nestas competições, mas o que é certo é que nos custou muito. Foram oito finais, três títulos para o Sporting», começou por destacar o capitão dos leões.

João Matos esteve nas oito finais, cinco delas perdidas, mas garante que a equipa não jogou com qualquer sentimento de vingança em relação ao tricampeão Palma. «Não levámos nenhuma energia negativa diante de um rival que já nos superou. Estávamos muito cientes do que tínhamos de fazer, preparámos muito bem esta final e fomos uns justos vencedores», comentou.

O capitão do Sporting, de 39 anos, já soma 98 jogos na Champions, esteve em oito finais e acaba de conquistar o terceiro troféu. «Não sei como vai ser a minha vida daqui para a frente, há que ponderar, pôr os pratos na balança, ver o que é melhor para mim e depois decidir o que vou fazer», destacou ainda.

Nuno Dias: «É um objetivo que já nos fugia há alguns anos»

Nuno Dias, por seu lado, também, com a voz rouca, disse o que lhe ia na alma. «É uma alegria enorme, é um concretizar de um objetivo que já nos fugia há algum tempo e que nos deixa muito felizes, não só por o termos alcançado, mas acima de tudo pela forma como o conseguimos. Foi uma Final Four extraordinária da nossa parte, a roçar a perfeição. Só dessa forma é que era possível termos conseguido este troféu que o mais importante do mundo a nível de clubes. Agora é desfrutar. A gente às vezes festeja pouco», atirou o treinador campeão da Europa.

Para o treinador, foi já o terceiro troféu no currículo. «Ganhar uma Liga dos Campeões é sempre difícil. Todos têm histórias diferentes, são grupos diferentes, são equipas diferentes, é tudo diferente. Estes jogos colocaram-nos à prova contra as melhores equipas do ranking. Ganhámos ao Kayrat, eliminámos o Benfica de uma forma extraordinária, vencemos o bicampeão espanhol, o Cartagena, e o tricampeão europeu, o Palma. Aquilo que nos deixou satisfeitos foi a forma evidente em como fomos melhores», destacou ainda.

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