Jorge Braz assume que «o percurso foi interrompido mais cedo» e lembra «tudo o que tem sido feito no futsal português»
Declarações de Jorge Braz, selecionador nacional, após a eliminação no Mundial de Futsal, nos oitavos de final, frente ao Cazaquistão (2-1):
«O percurso foi interrompido mais cedo. Um orgulho tremendo no processo, no que temos feito. Foram muitos dias exemplares de trabalho, do que é uma equipa e desportistas a sério. Senti-me um treinador muito feliz e hoje só não me sinto com o produto final, a interromper algo que é muito especial para nós. Isto é algo que acontece de quatro em quatro anos e em que temos aspirações legítimas de chegar ao final do percurso. Foi interrompido assim, abruptamente. É desporto, faz parte. Isso não me deixa de fazer sentir um orgulho enorme em todo o processo e em tudo o que tem sido feito no futsal português.
Hoje é um dia difícil, faz parte, mas não deixo de sentir um orgulho muito grande em tudo o que eles são. Trabalhar com esta malta é qualquer coisa de extraordinário, é tudo o que um treinador pode querer. É fantástico. Não é o produto final que queríamos, paciência. É levantar a cabeça e seguir.
Honestamente, neste momento não consigo olhar para a frente. É duro. Agora, que vamos levantar a cabeça e que nos vamos reerguer, disso não tenho dúvidas. Ninguém fica lá em baixo metido no buraco. São coisas que fazem parte, mas vamo-nos reerguer com tanta gente que aí vem, com tanta gente de qualidade que temos e a continuar a orgulhar o futsal português, como sempre fizemos. Espero que os portugueses se continuem a orgulhar desta malta, porque eles merecem muito.»