Futsal: Espanha destrona Portugal e sagra-se campeã da Europa

7 fev, 20:30

Noite de superioridade espanhola em Liubliana contraria memória de 2018 e quebra reinado luso

Recuperar de dois golos de desvantagem, uma exibição fantástica de Bernardo Paçó e o palco do título de 2018 – Liubliana, capital da Eslovénia – foram elementos insuficientes para Portugal atingir o "tri" e voltar a derrotar Espanha. Desta feita, “nuestros hermanos” foram mais organizados e eficazes, alcançando o oitavo título europeu (5-3).

Na noite deste sábado, perante olhar atento de quase 10 mil adeptos, entre os quais Pedro Proença, Luís Figo e Zicky Té, Jorge Braz apostou em Bernardo Paçó, Tomás Paçó, Erick, Bruno Coelho e Pany Varela. Do outro lado, Jesús Velasco alinhou com Dídac Plana, Toni Pérez, Cortés e Mellado.

Recorde o desenrolar da final ibérica.

Ainda que Portugal tenha entrado mais pressionante, a Espanha precisou de pouco mais de um minuto para inaugurar o marcador. O inevitável Toni Pérez descaiu para a direita na meia-distância e atirou cruzado, lançando os comandados de Jesús Velasco para a vantagem no primeiro remate enquadrado.

De notar que Portugal entrou a perder em todas as eliminatórias deste Europeu. Mas o cenário piorou antes de melhorar. Um minuto volvido, Tomás Paçó errou na construção e Raya aproveitou o desequilíbrio na defesa lusa. O ataque espanhol estendeu-se pelo corredor direito e Raya atingiu o quarto golo no Europeu, depois de um remate cruzado.

Entre trocas, Portugal reduziu graças a Afonso Jesus – a 15:17 minutos do intervalo – depois de Diogo Santos driblar pela direita, desmontar a defesa adversária e insistir em enviar o esférico para o corredor central. Oportunista, Afonso Jesus estreou-se a marcar na prova.

Pouco depois, Rúben Góis restabeleceu a igualdade e soltou a festa lusa em Liubliana. Na sequência de uma reposição lateral à direita, Góis rematou à meia-volta, apontando ao ângulo direito. Restavam 13:25 minutos para a pausa quando o pivot atingiu o quarto golo no Europeu e correu para a bancada pintada de vermelho e verde.

 

De parada e resposta – e entre cartões amarelos – Portugal cometeu a sexta falta a 42 segundos da buzina, quando Erick atingiu a face de um adversário com o braço. Assim, Toni Pérez bisou, ainda que o guardião Edu Sousa tenha desviado o esférico com a mão direita. Infelicidade, quiçá destino.

 

Numa segunda parte controlada pela Espanha, Pany Varela evitou o quarto golo em cima da linha, ao cabo de um minuto e meio. Entre tremendas defesas de Bernardo Paçó, os comandados de Jorge Braz foram incapazes de quebrar a organização adversária. Ainda que que Pany e Pauleta tenham combinado para o 3-3 – a 10:41 minutos da buzina – a turma de Velasco nunca deixou a mó de cima.

 

De ameaça em ameaça – ou de remate ao poste em remate ao poste – a Espanha agarrou a vantagem definitiva a 4:40 minutos do término do duelo.  Em noite de estrelato, Toni Pérez surgiu isolado e fez o hat-trick, o sétimo golo na prova.

 

Até final, Portugal foi incapaz de contrariar a coesa defesa adversária, o que abriu espaço para Adolfo sentenciar a contenda a cinco segundos da buzina.

Desta forma, Jesús Velasco atingiu o primeiro título por Espanha, liderando a sua seleção ao primeiro título desde 2016. Trata-se do oitavo Europeu da Espanha, a máxima vencedora da prova.

 

No duelo de atribuição do terceiro lugar, a Croácia levou a melhor sobre a França (5-5, 6-5 após penáltis), sucedendo à Espanha com um bronze inédito.

 

 

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