Presidente do Sindicato de Jogadores diz que «é a imagem de Portugal que está em causa»
Joaquim Evangelista, presidente do Sindicato de Jogadores Profissionais de Futebol (SJPF), lamenta a não nomeação do líder da Federação Portuguesa de Futebol, Pedro Proença, para o Comité Executivo da UEFA, esta quinta-feira.
«Os acontecimentos a que assistimos nas últimas semanas em Portugal não podem voltar a suceder, se queremos ter alguma hipótese de aumentar a nossa competitividade e participar nos principais centros de decisão do futebol mundial», defende Evangelista, em comunicado.
«Eventos como a final da Champions League Feminina e a organização do Mundial 2030 não podem ficar reféns desta situação, sendo a imagem de Portugal que está em causa. Exige-se, por isso, que se promova uma cooperação institucional imediata, tendo em vista recuperar esta importante posição, a nossa credibilidade e capacidade de influência na UEFA», acrescenta o presidente do SJPF, que se coloca à disposição «da FPF e do seu presidente, Pedro Proença, para aquilo que seja necessário para o cumprimento destes objetivos».
Em causa está, entre outras coisas, a possibilidade de «acesso a informação em primeira mão e de contacto com os principais dirigentes e organizações que tutelam o futebol mundial», explica Joaquim Evangelista, que dá como exemplo o cargo que ocupa no Board mundial da FIFPRO: «Sei bem da mais-valia que isso significa para os jogadores e para o futebol português».
Depois da polémica protagonizada com o antigo presidente da FPF e atual líder do Comité Olímpico de Portugal, Fernando Gomes, de quem não recebeu apoio, Proença falhou a eleição para o Comité Executivo da UEFA, tendo mesmo sido o candidato menos votado, com sete votos.