Na última década, só por três vezes uma equipa venceu a prova mudando o guardião no Jamor
Bruno Lage confirmou que Samuel Soares, que defendeu a baliza do Benfica em todas as eliminatórias da Taça de Portugal, vai manter a titularidade na final do Jamor, em detrimento de Anatoliy Trubin, habitual titular nas restantes competições. Esta é uma estratégia usual e que, na última década, tem gerado um impacto positivo nas equipas que a adotam.
Nos últimos dez anos, apenas três clubes venceram a Taça de Portugal trocando, na final, o dono da baliza nas rondas anteriores.
Aconteceu com o Sp. Braga, em 2016, quando Marafona substituiu Matheus Magalhães na vitória, nos penáltis, frente ao FC Porto; com o Benfica, em 2017, quando Ederson relegou Júlio César para o banco no triunfo diante do Vitória (2-1); e com o FC Porto, no ano passado, quando Diogo Costa tomou o lugar de Cláudio Ramos na vitória frente ao Sporting (2-1).
Os restantes vencedores da Taça de Portugal, de 2015 para cá, mantiveram a aposta no guarda-redes que fez todo o trajeto até à final.
Foram os casos do Sporting (em 2015 com Rui Patrício e em 2019 com Renan Ribeiro), do Desp. Aves (em 2018 com Quim), do FC Porto (em 2020 com Diogo Costa, em 2022 com Marchesín e em 2023 com Cláudio Ramos) e do Sp. Braga (em 2021 com Matheus Magalhães).
A estratégia será novamente colocada à prova a partir das 17:15 deste domingo, quando Benfica e Sporting, que na atual edição da Taça utilizou Vladan Kovacevic, Franco Israel e Rui Silva na baliza, se defrontarem, no Estádio Nacional. A partida tem acompanhamento, ao minuto, pelo Maisfutebol.