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Taça: FC Porto-Sintrense, 3-0 (crónica)

Rui Almeida Santos , Estádio do Dragão, Porto
22 nov 2025, 22:06

O filme do costume: clássico, com um toque de classe e o classificado esperado no fim

Pela terceira vez nos últimos cinco anos, FC Porto e Sintrense defrontaram-se na Taça de Portugal e, tal como aconteceu nas prequelas que o antecederam, este Clássico da era moderna voltou a ter o desfecho esperado, com o Dragão classificado, desta feita ressaltando a classe de Rodrigo Mora. What else, já dizia o outro.

Tal como o havia feito frente ao Celoricense, na ronda anterior da prova, Francesco Farioli não foi em grandes poupanças no que toca a figuras nucleares. Se é certo que o treinador dos portistas mudou sete jogadores relativamente ao último jogo, em Famalicão, também não é menos verdade que uma das trocas foi na baliza, duas foram motivadas por questões físicas (Jan Bednarek e Victor Froholdt) e as restantes fizeram regressar ao onze, entre outros, Gabri Veiga e Borja Sainz, dois habituais titulares.

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Os sinais de combate a qualquer ideia de facilitismo que o onze portista deixou foram confirmados com uma primeira parte sempre em alta rotação dos Dragões. As combinações nas alas, sobretudo na direita, iam saindo com alguma fluidez, mas sem a velocidade exigida perante um adversário bem organizado, que defendia em 5-3-2 e procurava não perder de vista a dupla de velocistas Varela-Valdu Té quando recuperava a bola. Só que, quando o conseguia fazer, o FC Porto não dava muito tempo para pensar no que quer que fosse que estivesse planeado pelo Sintrense.

O golo de Borja Sainz, a meio da primeira parte na sequência de um dos 10 pontapés de canto de que os portistas dispuseram até ao intervalo, deu um certo embalo para uma fase, a momentos, asfixiante para a defesa do Sintrense, que ia fazendo o que podia para se manter na discussão do jogo.

Gabri Veiga, de canto direto, e Samu, em dois momentos de inspiração individual, ainda rondaram o golo, mas o 2-0 chegaria apenas ao minuto 70, por Deniz Gul, na recarga a uma defesa incompleta de Rodrigo Santos a remate de Alan Varela.

Até aqui chegarmos, chegaram-se a ouvir alguns assobios, tímidos é certo, por uma segunda parte menos interessante do FC Porto, que espevitou o Sintrense para um par de saídas para o ataque que podiam ter criado outros problemas a Cláudio Ramos, um mero espectador ao longo de todo o encontro.

O momento alto da noite estava guardado para o minuto 80, quando Rodrigo Mora tirou da cartola mais um daqueles momentos mágicos, o que ajudou a maquilhar uma segunda parte menos intensa dos Dragões, sem qualquer impacto no desenrolar, e no desfecho, da eliminatória.

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