Estudo comprova tendência. Em termos absolutos, a lista é liderada pela França
Portugal foi o país com o maior crescimento percentual de futebolistas a competirem em ligas profissionais estrangeiras desde 2021, de acordo com um estudo levado a cabo pelo Observatório de Futebol [CIES].
A publicação do CIES revela que, em 1 de maio de 2026, havia 500 futebolistas lusos a competirem fora do país entre as 135 ligas profissionais contabilizadas, mais 198 do que em 2021, uma diferença que se traduz numa subida de 66 por cento, a maior entre os 50 países com mais jogadores no estrangeiro.
A Espanha e a Nigéria surgem logo atrás, com cada país a registar subidas percentuais de 60 por cento nos últimos cinco anos, enquanto a França, com mais 332 futebolistas a competir no estrangeiro relativamente a 2021, apresenta o maior crescimento absoluto, à frente da Espanha, com mais 255, e da Argentina, com mais 249.
Dos 50 países listados, Portugal é o nono com mais jogadores em campeonatos de outros países, sendo Espanha o destino privilegiado, enquanto o Brasil lidera esse indicador com 1.455 futebolistas em solo estrangeiro, cabendo ao território luso o estatuto de principal destino.
A França contabiliza 1.275 jogadores fora do país, o segundo maior número, à frente da Argentina, que é terceira, com 1.016, e da Espanha, que é quarta, com 681, e tem os campeonatos portugueses como principal destino dos jogadores que emigram.
A Inglaterra, com 610 jogadores fora do país, a Nigéria, com 565, a Alemanha, com 543, a Colômbia, com 518, e Portugal e os Países Baixos, ambos com 431, completam o top-10.
O estudo detalha também que mais de um terço dos portugueses a competir fora são atacantes (35,3 por cento), a posição em campo mais comum, seguida pela de defesa [31,8 por cento], médio [28,4 por cento] e guarda-redes [4,5 por cento].
O CIES informa ainda que apenas nove dos 50 países listados registaram um declínio no número de jogadores no estrangeiro desde 2021, com destaque para a Sérvia, que contava com 436 futebolistas a competirem fora em 2021 e conta agora com 383, após uma quebra de 12 por cento.
