Jorge Mendes controla quase dois terços da seleção

11 nov, 10:51
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A Gestifute de Jorge Mendes agencia 16 dos 26 atletas da seleção que vão disputar Mundial no Qatar. Nunca o poder de influência do "super agente" na seleção nacional num Mundial foi tão grande

Dos 26 atletas que Fernando Santos convocou para o Mundial no Qatar, 16 são agenciados pela Gestifute de Jorge Mendes. Quase dois terços dos jogadores da seleção nacional são representados pelo empresário. Mas o poder de Jorge Mendes na seleção das Quinas não se fica por aqui.

Além dos 16 atletas representados pela Gestifute que partem para o Qatar na próxima quinta-feira, onde pontifica Cristiano Ronaldo e António Silva, a grande surpresa da convocatória anunciada na quinta-feira pelo selecionador Fernando Santos, Jorge Mendes teve ainda um papel relevante na carreira de mais dois atletas, apesar de hoje não ser seu agente.

É o caso de William Carvalho, que em 2017 trocou a Gestifute pela PCR Sports, e de Bruno Fernandes, agenciados pela MRP Positionnumber de Miguel Pinho, mas que foi negociado por Jorge Mendes do Sporting para o Manchester United em 2020, ficando na altura com metade da comissão de 5,5 milhões de euros do negócio.

Nunca o poder de influência de Jorge Mendes na seleção nacional num Mundial foi tão grande.

O raio de ação do “super agente” no seio da seleção tem vindo a ser construída ao longo dos últimos anos. No Mundial de 2014, realizado no Brasil, apesar de ser o agente com mais jogadores na seleção portuguesa, o raio de ação de Jorge Mendes entre os 23 convocados resumia-se a oito atletas (Bruno Alves, Cristiano Ronaldo, Fábio Coentrão, João Moutinho, Miguel Veloso, Pepe, Rui Patrício e William Carvalho), cerca de 35% do grupo, e ainda ao selecionador Paulo Bento, cujos interesses profissionais também eram representados por Mendes.

Em 2016, na primeira convocatória de Fernandos Santos enquanto selecionador de Portugal para uma competição oficial de seleções, a Gestifute agenciava nove dos 23 atletas que, a 10 de julho de 2016, foram consagrados campeões da Europa em Paris, numa final contra a França.

Dois anos depois, no Mundial de 2018, realizado na Rússia, Jorge Mendes elevou mais uma vez a sua influência, representando na altura 10 atletas do grupo de 23 jogadores que ficou pelos oitavos de final, após uma derrota de 2-1 contra o Uruguai.

Mas é o Europeu de 2020 organizado por 11 países, que se realizou em 2021 por consequência da pandemia de Covid-19, que o poder de Jorge Mendes na seleção nacional tem uma ascensão significativa: do grupo de trabalho de 26 jogadores convocados por Fernando Santos, 16 eram agenciados pela Gestifute, o mesmo número de jogadores que vão representar Portugal no Qatar, que arranca a 20 de novembro.

Poder de influência de Jorge Mendes na seleção quase que duplica em oito anos

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