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Onze internacional do ano: craques portugueses, goleadores e prémio carreira

26 dez 2025, 08:30
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Eleição dominada pelo PSG conta com um «joker» que viveu um 2025 memorável

Num ano em que o PSG venceu a Liga dos Campeões, a Supertaça Europeia e a Taça Intercontinental, “limpou” tudo em França e foi finalista do Mundial de Clubes, é impossível que não domine as escolhas para o 11 ideal de 2025.

Uma equipa com portugueses, ou não tivesse a Seleção nacional conquistado a Liga dos Nações, o Bola de Ouro e o Bota de Ouro da última época e ainda um símbolo de superação, que demonstrou, este ano, que o futebol não traça destinos à partida.

CONFIRA A GALERIA DO 11 INTERNACIONAL DO ANO

Há ainda três menções honrosas saídas de entre de dezenas de potenciais candidatos a figura nesta eleição, que confirmam a complexidade deste exercício. Confira o 11 ideal de 2025:

Guarda-redes: Gianluigi Donnarumma (PSG/Manchester City)

Desde que despontou no Milan, com apenas 17 anos, que se apontavam grandes feitos a Donnarumma. 2025 foi o ano que confirmou esses presságios, primeiro no PSG, onde foi preponderante, entre outros, para a conquista da Champions e da Ligue 1, depois no Manchester City, para onde se mudou em litígio com os parisienses devido à sua situação contratual. Um autêntico gigante das balizas, em todos os sentidos.

Lateral-direito: Achraf Hakimi (PSG)

A personificação do lateral moderno, o internacional marroquino fez em 2025, até ver, 11 golos, um deles na final da Liga dos Campeões, e 12 assistências, números que comprovam a sua qualidade ofensiva. A isso junta uma intensidade e disponibilidade física notáveis. Tudo junto dá numa nomeação esperada.

Defesa-central: Virgil van Djik (Liverpool)

Aos 34 anos, continua a ser um esteio na seleção dos Países Baixos e no Liverpool. O final de 2025 não tem sido muito famoso, é certo, mas isso não apaga um ano marcado pela campanha autoritária dos Reds na Premier League, que tornaram a conquistar cinco épocas depois.

Defesa-central: Alessandro Bastoni (Inter)

Um dos centrais mais intensos do futebol mundial, viveu um ano de 2025 de grande nível no Inter, que ajudou a atingir a final da Liga dos Campeões e a ser vice-campeão italiano. Indiscutível nos Nerazzurri, tanto com Simone Inzaghi como com Cristian Chivu, Bastoni deu nas vistas pelo seu estilo vigoroso, ao qual consegue aliar uma capacidade técnica acima da média na posição que ocupa.

Lateral-esquerdo: Nuno Mendes (PSG)

Tido por muitos como o melhor defesa-esquerdo da atualidade, o internacional português tem lugar garantido nesta eleição. Os seus atributos são sobejamente conhecidos e ajudaram a dar forma a um ano a roçar a perfeição. Só em 2025 venceu a Liga, a Taça e a Supertaça francesas, a Liga dos Campeões, a Supertaça europeia e a Taça Intercontinental, pelo PSG, troféus aos quais juntou o da Liga das Nações, ao serviço de Portugal. E ainda foi finalista do Mundial de Clubes! Em 63 jogos, marcou nove golos e fez 12 assistências. E ainda só tem 23 anos…

Médio: Vitinha (PSG)

Sobre ele, Thierry Henry disse jogar «um desporto diferente». Vitinha é sinónimo de futebol de alto gabarito, toque de bola requintado, visão de jogo apurada e uma classe que torna tudo o que faz de uma simplicidade assombrosa. Imprescindível no PSG e na Seleção nacional, só lhe faltou o Mundial de Clubes para fazer o pleno em 2025. Superou a barreira dos 70 jogos disputados, com 10 golos e 13 assistências no pecúlio pessoal. Números muito interessantes, mas que ficam longe de ilustrar a plenitude da qualidade do seu futebol. Há já quem lhe aponte uma Bola de Ouro no futuro. É fácil de perceber o porquê.

Médio: Scott McTominay (Nápoles)

Se não agora, quando? Exemplo paradigmático de que no futebol tudo é possível, o médio escocês passou de “mais um” no Manchester United a ídolo no Nápoles, que ajudou a recuperar o estatuto de campeão de Itália. Eleito o melhor jogador da última época na Serie A, o quase trintão McTominay viveu um ano inesquecível, ao longo do qual apontou 17 golos em mais de 50 jogos. Para lá de tudo o que fez em Nápoles, foi ainda preponderante no apuramento da Escócia para o Mundial, com um golo de pontapé de bicicleta e outro do meio-campo no jogo decisivo frente à Dinamarca. Incrível!

Extremo-esquerdo: Ousmane Dembélé (PSG)

Vencedor dos prémios individuais mais relevantes do ano – Bola de Ouro (L’Équipe) e The Best (FIFA) – o avançado francês “explodiu” em 2025, ao longo do qual marcou 32 golos e fez 13 assistências nos 51 jogos em que participou. Abriu o ano com uma sequência impressionante de cinco partidas consecutivas a marcar (que fechou com dois hat-trick seguidos), acabando por cair de produção nos últimos meses em muito devido às lesões. Mas o que fez até agosto pelo PSG foi assombroso.

Extremo-direito: Lamine Yamal (Barcelona)

Apesar dos seus ainda 18 anos – e que polémica deu a celebração da sua chegada à maioridade… - o avançado do Barcelona parece já fazer isto há tempo suficiente para deixarmo-nos de surpreender com tudo o que faz em campo. Que é deslumbrante, diga-se. A máquina de futebol ofensivo que Hansi Flick montou nos catalães (superou a barreira dos 100 golos na última edição da LaLiga) ajuda, claro, mas Yamal também faz pela vida para não cair no marasmo, como os 24 golos e 23 assistências, nos 60 jogos que disputou em 2025, o demonstram. Talento com expressão substantiva. Fecha o ano com o título de campeão espanhol e a conquista da Taça do Rei, tendo ainda sido finalista da Liga das Nações com a seleção espanhola.

Avançado: Kylian Mbappé (Real Madrid)

Bota de Ouro da última temporada, com 31 golos na Liga espanhola, viveu um ano agridoce em Madrid. Se, por um lado, confirmou ter qualidade mais do que suficiente para brilhar fora da Liga francesa, e num colosso como é o Real, por outro fechou o ano sem qualquer título no currículo. Para a história ficam os seus números abismais: 66 golos marcados em 67 jogos. Pelos Merengues foram 59, igualando o recorde de Cristiano Ronaldo no clube madrileno. Só ao alcance dos predestinados, de facto.

Avançado: Harry Kane (Bayern Munique)

2025 foi o ano que marcou o fim da “maldição” que pairava sobre Harry Kane, um goleador voraz a quem faltavam títulos no palmarés. Conseguiu-o pelo Bayern Munique, e logo em dose dupla, com a Bundesliga e a Supertaça alemã. De resto, viveu um ano ao seu nível: marcou 60 golos em 65 jogos. Um finalizador nato.

Menções honrosas:

Erling Haaland (Manchester City): termina o ano de 2025 com mais golos do que jogos (e ainda pode voltar a jogar no sábado frente ao Nottingham Forest) e a superar o total de golos de Cristiano Ronaldo na Premier League… em menos de metade dos jogos. O Robot não para de marcar, no City e na Noruega, que ajudou a qualificar-se, com 16 golos em oito jogos (!), para a fase final de um Mundial, 28 anos depois.

Raphinha (Barcelona): intensidade, vertigem e golos, de tudo isto foi feito o ano de 2025 de Raphinha, no Barça e na seleção brasileira. Termina 2025 com 25 finalizações certeiras e 18 assistências, números que ilustram o nível altíssimo que atingiu.

Declan Rice (Arsenal): Mikel Arteta fez do Arsenal uma máquina de alta precisão, em que a eficácia se sobrepõe, quase sempre, à nota artística que faz sobressair os talentos maiores. Declan Rice foi o expoente desse ideal, dominando no meio-campo e sendo decisivo também no ataque, com 10 golos (o de livre apontado ao Bayern Munique foi nomeado para o Prémio Puskas) e 14 assistências no registo pessoal.

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