Barcelona falha fair-play financeiro da La Liga mas «ganha» Olmo e Pau Víctor

3 abr 2025, 19:39
Dani Olmo (EPA)

Conselho Superior do Desporto espanhol dá razão ao clube catalão no diferendo com a Liga espanhola

O diferendo entre o Barcelona e a Liga espanhola de futebol (La Liga) pelas inscrições de Dani Olmo e Pau Víctor parece não ter fim à vista. Esta quinta-feira, o Conselho Superior do Desporto (CSD) espanhol voltou a dar razão ao clube catalão, permitindo que os futebolistas possam ser utilizados por Hansi Flick no campeonato, mas La Liga já garantiu que vai recorrer da decisão.

O CSD deu razão a Barça na questão sobre o direito ao trabalho dos dois futebolistas, o qual nem a norma que impede a inscrição de um atleta por duas vezes na mesma equipa, numa só temporada, pode condicionar.

A inusitada situação ocorreu depois de o Barcelona não ter cumprido o fair-play financeiro imposto pela La Liga no final de 2024, sendo que o clube catalão, liderado por Joan Laporta, tinha dado as inscrições de Dani Olmo e Pau Víctor como garantia desse cumprimento.

A viver um período conturbado a nível financeiro, o Barça chegou a receber luz verde da La Liga no que às suas contas diz respeito, mas entretanto tornou a falhar um controlo financeiro da La Liga.

Em causa estão 100 milhões de euros, que o clube contava arrecadar com a venda de lugares VIP no Camp Nou, mas que não foram incluídos na mais recente demonstração financeira por, segundo a imprensa espanhola, o novo auditor das contas dos catalães não estar de acordo com a operação.

Ao entender que as condições que levaram ao levantamento das sanções, em janeiro, não foram cumpridas, a La Liga promete recorrer da decisão do CSD, que viabiliza a possibilidade de Dani Olmo e Pau Víctor serem utilizados em jogos da Liga espanhola até ao final da temporada.

Em comunicado, a La Liga garante ainda que vai «denunciar junto do Instituto de Contabilidade e Auditoria de Contas o auditor nomeado pelo clube na data de 31 de dezembro de 2024, que certificou a contabilização da referida operação (100 milhões de euros) na rubrica de Proveitos e Perdas do clube».

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