Em causa está a decisão do TAD em reintegrar o Damaiense no principal escalão feminino de futebol
Relegado administrativamente à II Divisão, na sequência da reintegração do Damaiense na Liga feminina de futebol decretada pelo Tribunal Arbitral do Desporto (TAD), o Famalicão pondera «impugnar o arranque do começo» de ambos os campeonatos.
Em comunicado, o clube minhoto recorda que «foi convidado a participar na Liga, na qual se inscreveu e foi admitido, tendo, como é óbvio, preparado toda a sua estrutura para nela participar», salientando que «não foi comunicado que tal convite era efetuado sob condição nem que estava dependente da verificação de uma qualquer circunstância».
É ainda referido que a decisão do TAD em readmitir o Damaiense no principal escalão do futebol feminino português «é provisória e não se pronunciou quanto à participação, ou não, do Famalicão na Liga, tendo-se cingido à admissão e integração imediata de outro clube na “Liga BPI” na época 2025/2026». Ou seja, «não foi requerido nem determinado que tal admissão implicaria a exclusão de quem quer que seja», vinca o emblema famalicense.
«No mesmo dia em que rececionou aquele comunicado, o Famalicão foi informado que o sorteio do Campeonato Nacional da II Divisão Feminina se realizaria no dia seguinte, procedimento que, para além de altamente irregular, é demonstrador da leviandade, desrespeito e desconsideração com que a FPF [Federação Portuguesa de Futebol] entendeu por bem pautar a sua conduta e os seus procedimentos que, de resto, mereceram especial análise censura por parte do TAD», pode ainda ler-se no comunicado.
O clube minhoto considera que «a decisão da FPF coloca em causa a preparação, planeamento e organização desportiva e financeira do Famalicão para a época de 2025/2026, e é suscetível de comprometer o futuro das suas atletas e equipa técnica, a escassos dias do fecho do mercado de transferências e inscrições».
O Famalicão acrescenta que, esta terça-feira, «viu cancelada a inscrição das jogadoras não nacionais inscritas na plataforma Score e que estavam inscritas tendo em conta a participação da equipa na Liga».
«Em face destas circunstâncias, não resta ao Famalicão outra alternativa que não seja a impugnação do começo dos campeonatos, até que seja tomada decisão definitiva sobre esta questão», garante o clube nortenho, que «tudo fará para competir na Liga BPI, para a qual se preparou, e defender a sua reputação institucional, assim como das suas atletas, equipa técnica e toda a estrutura – que preparou para a Liga BPI conforme critérios de licenciamento exigidos pela FPF».
Inicialmente, o Damaiense não foi aprovado para disputar as competições organizadas pela FPF, supostamente, por ter falhado os critérios de licenciamento. O clube, atualmente sediado no Algarve, recorreu para o TAD, que acabaria por lhe dar razão, ordenando a sua «admissão e integração imediata, ainda que a título provisório, no Campeonato Nacional Feminino da 1.ª Divisão».