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Pedro Proença garante FPF «mais transparente, credível, escrutinável e auditável»

31 mar 2025, 23:10
Tomada de posse de Pedro Proença na Federação Portuguesa de Futebol (MANUEL DE ALMEIDA/LUSA)
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Promessa deixada pelo presidente durante as celebrações do 111.º aniversário do organismo

No epicentro de uma desavença com o seu antecessor, Fernando Gomes, o atual presidente da Federação Portuguesa de Futebol (FPF), Pedro Proença, garantiu que a Direção por si liderada será «intransigente na seriedade de procedimentos e inflexível na luta pela credibilidade da instituição». «Seremos irredutíveis na transparência da gestão de uma organização como a FPF. Ninguém manda na FPF, porque a FPF não é de ninguém», salientou, num discurso proferido na cerimónia de celebração do 111.º aniversário daquele organismo.

Para Pedro Proença, «a história da FPF não se contará só pela aritmética dos títulos conquistados». Para além isso, há que pugnar, «simultaneamente, por princípios e valores que não têm preço», com o intuito de fortalecer e preservar a «maior instituição desportiva do país e a história do futebol português».

«Com esta energia renovada e profissionais altamente competentes e capacitados conseguiremos uma FPF mais transparente, mais credível, mais escrutinável, mais auditável, mais profissional. Permitam-nos que sejamos nós a escolher o nosso presente e o nosso futuro. A FPF fará da transparência uma bandeira, uma entidade que construa um legado que não é meu nem de ninguém», vincou o dirigente, que em resposta às buscas realizadas na sede da FPF no âmbito da operação Mais-Valia decidiu alargar até ao mandato de 2016-2020 a auditoria às contas do organismo que agora lidera.

«Temos de olhar sem receio e sem saudosismo para o futuro. Olhar com o orgulho para o que já foi ganho, mas há que ganhar mais. O legado destes 111 anos não se escreve com conformismo», acrescenta o dirigente, que assegura: «Esta instituição centenária perdurará muito depois da nossa passagem. Nós não somos a instituição, a instituição não nos pertence. Será sempre esse o espírito que nos seguirá e guiará enquanto estiver à frente dos destinos desta casa».

Pedro Proença, presidente da FPF, e o seu antecessor, Fernando Gomes, recém-eleito líder do Comité Olímpico de Portugal, entraram em conflito depois de ser tornada pública a operação Mais-Valia, levada a cabo pela Polícia Judiciária para investigar a venda da antiga sede social da federação.

Recentemente, Fernando Gomes remeteu uma carta aos presidentes das 55 federações europeias de futebol em que negava apoiar a candidatura de Pedro Proença ao Comité Executivo da UEFA. Isto depois de o próprio Pedro Proença ter agradecido o alegado apoio de Fernando Gomes naquela eleição, que não se terá efetivado.

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