Banho de bola com um troféu a condizer. Portugal é campeão europeu no escalão sub-17!
A primeira vitória de sempre em jogos oficiais frente à França, no escalão sub-17, surgiu em forma de goleada e valeu um título, o terceiro de Portugal no Europeu da categoria, prova que não vencia desde 2016. A seleção nacional vinga, assim, a final perdida há um ano para a Itália e apanha os gauleses no histórico de vencedores do torneio, ficando a apenas um do recordista, os Países Baixos.
O peso do jogo, uma final internacional disputada por adolescentes convém recordar, notou-se nos minutos iniciais. Perante uma seleção francesa expectante, preocupada sobretudo em evitar dar passos em falso no terreno, Portugal quase que se sentiu obrigado a comandar as operações com bola.
Um jogo associativo bem oleado deu-lhe a primeira ocasião da partida, ao minuto 8, num remate forte de Mateus Mide à figura de Jourdren, o único lance de perigo com uma finalização condizente em toda a meia hora inicial.
O cenário começou a mudar com o golo do combativo Anísio Cabral, num lance de insistência no interior da área gaulesa, ao qual se seguiu o 2-0, apontado pelo supersónico Duarte Cunha, assistido de cabeça por Anísio. Tudo isto num espaço de apenas oito minutos.
Portugal construía uma vantagem inteiramente justificada pelo que se via na Arena Kombetare, em Tirana, e obrigava a França, que não fez um remate enquadrado à baliza defendida por Romário Cunha em toda a primeira parte, a dar sinal de vida na final.
Só que a seleção nacional não se deixou deslumbrar com a vantagem que vinha da primeira parte, e na segunda manteve o nível em níveis que os franceses nunca mostraram ser capazes de acompanhar.
Logo aos 47 minutos, Anísio Cabral fugiu a quem lhe surgiu pela frente mas, na cara de Jourdren, atirou ao lado. Os franceses limitavam-se a cruzamentos estéreis, que Romário Cunha resolvia com notório à-vontade, e viram uma eventual reviravolta tornar-se utópica depois do 3-0 português, apontado pelo recém-entrado Gil Neves, na primeira vez que tocou na bola.
O terceiro título europeu nesta faixa etária, juntando o anterior formato disputado pelo escalão sub-16, teve a final mais autoritária de todas para a Portugal, que volta a comprovar a sua capacidade de regeneração.
Se há um ano Rodrigo Mora e Geovany Quenda deslumbraram a Europa, agora são Romário Cunha, Rafael Quintas, Duarte Cunha, Anísio Cabral, Bernardo Lima e companhia a deixarem uma nação descansada quanto ao futuro. É que não se limitaram a ganhar. Fizeram-no da forma que o povo gosta, com brilho e um futebol empolgante. Também por isso, a festa é merecida. E promete durar!