Futebol feminino: Portugal-Grécia, 4-0 (crónica)

22 jun, 20:03

Uma goleada com pressa

A Seleção Nacional de futebol feminino goleou na tarde desta quarta-feira a Grécia, e fê-lo com pressa... e brilho: ao intervalo, a equipa das quinas já vencia por 4-0. Esse foi, de resto, o resultado registado no fim dos 90 minutos.

No primeiro ensaio para o Euro 2023 que se avizinha, as comandadas de Francisco Neto saem com nota positiva.

O contexto da competição que vai desenrolar-se em Inglaterra é diferente, claro, mas há razões para sorrir. Principalmente olhando para os primeiros 45 minutos.

De facto, a primeira parte de Portugal foi de luxo.

O FILME DO JOGO.

Dolores Silva deu a tranquilidade do costume à frente da defesa, Tatiana Pinto e Andreia Jacinto dinamizaram o miolo do terreno, Jéssica Silva e Diana Silva foram uma dor de cabeça para a defensiva adversária, mas a figura maior no Restelo foi mesmo Kika Nazareth.

A jovem de 19 anos jogou com total liberdade atrás da dupla da frente e foi ela o elemento desequilibrador no ataque luso.

Mas Kika, diga-se, até nem começou da melhor maneira.

Depois de uns minutos mais inconstantes da Seleção Nacional, no qual permitiram duas aproximações perigosas à baliza de Patrícia Morais, o jogo português começou a fluir.

E Kika podia ter passado essa fluidez para o papel logo aos dez minutos, mas a mira ainda não estava afinada e, sozinha, não conseguiu acertar na bola.

A partir daí, no entanto, foi um festival. De golos e futebol bonito.

Aos 14 minutos, a capitã Dolores deu o exemplo e fez o 1-0 da marca de penálti. Depois, vieram os golaços.

Entre as defesas de Chatzicharistou – não foram assim tão poucas –, Kika e Jéssica Silva deram espetáculo. Nazareth com dois belos golos de pé esquerdo, Silva com uma trivela a fazer lembrar os melhores tempos de Ricardo Quaresma.

O festival português na primeira parte traduziu-se em quatro golos e um copo bem cheio de expectativas para o Euro.

Na etapa complementar, até por via das muitas substituições que se foram fazendo, a produção de jogo caiu, mas Ana Borges ainda teve o golo nos pés por duas vezes. E, diga-se, não teriam chocado ninguém presente na casa do Belenenses.

O contexto do Euro, repetimos, será diferente, mas é impossível não ficar com água na boca perante a demonstração de força da Seleção Nacional.

O primeiro de três ensaios está ultrapassado. Agora segue-se novo teste com a Grécia e depois o desafio com a Austrália.

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