Navegadoras confirmam viagem para o Euro em 2025
A Seleção Nacional feminina vai estar no Campeonato da Europa de 2025!
Depois do empate (1-1) na noite histórica no Dragão, Portugal venceu por 2-1 na Chéquia e carimbou, pela terceira vez consecutiva, a presença no Euro Feminino, que vai decorrer na Suíça, em julho do próximo ano. Trata-se da quarta participação seguida numa grande competição, isto depois de as navegadoras também terem participado no Mundial 2023.
Portugal mostrou ser superior à Chéquia – a quem ganhou pela primeira vez em jogos oficiais – e contou com o bis de Diana Silva, uma das surpresas no onze, para confirmar mais um feito do futebol feminino luso.
Francisco Neto fez apenas duas mexidas face ao jogo no Dragão, mas manteve o figurino. O selecionador nacional seguiu o pensamento do costume e rodou na baliza, com a entrada de Patrícia Morais para o lugar de Inês Pereira. Já na frente, sentou Jéssica Silva para dar a titularidade a Diana Silva.
A ponta de lança do Sporting viria a deixar a sua marca bem cedo no jogo. Depois de uma boa entrada de Portugal, que soube circular rapidamente a bola e assumiu-se desde logo como a equipa com melhores argumentos técnicos – no físico, a conversa é outra –, o 0-1 chegou ainda antes do primeiro quarto de hora.
Aos 13 minutos, após um cruzamento tenso de Joana Marchão, Diana Silva apareceu ao segundo poste, finalizou de cabeça e ainda contou com o desvio em Aneta Dedinová para abrir o marcador.
A resposta das checas demorou e Portugal continuou por cima, pelo menos até por volta da meia-hora. Depois de uma dupla ameaça das anfitriãs, Ana Capeta deu mão na área e, de penálti, veio o empate.
A igualdade foi como um soco no estômago para as comandadas de Francisco Neto, que foram desastradas até ao intervalo, sem conseguirem imprimir o ritmo da primeira parte e chegar à frente com critério.
A Seleção entrou na segunda parte a sentir as mesmas dificuldades, fruto de vários passes falhados, que impossibilitavam a ligação defesa/ataque.
As navegadoras só conseguiram voltar a assumir o controlo quando Andreia Norton foi lançada e Kika Nazareth «apareceu» no jogo, com a definição no passe que a caracteriza.
O 1-2, contudo, surgiu num lance de bola parada – por incrível que pareça, face à diferença física entre as seleções. A fórmula foi a mesma do primeiro golo luso: Joana Marchão bateu um livre lateral com precisão para a área, Diana Silva ganhou a frente à linha defensiva da Chéquia e, de primeira, bateu a guarda-redes checa.
O golo tranquilizou a formação portuguesa, que soube prolongar os momentos com bola e estancou os ataques checos para segurar a vantagem mínima. O único momento de calafrio aconteceu nos descontos, quando, depois de Jéssica Silva ter desperdiçado o 3-1, a Chéquia enviou a bola à trave, num remate de fora da área.