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Francisco Neto: «Devia ter sido uma vitória com outros números»

14 abr, 21:43
Francisco Neto (Foto: ESTELA SILVA/EPA)

Selecionador nacional e jogadoras destacam margem de crescimento após triunfo convincente frente à Letónia

A seleção feminina de Portugal venceu a Letónia por 3-0, na terceira jornada do Grupo B3 de qualificação para o Mundial 2027, mas o resultado não satisfez totalmente a equipa das «quinas», que considera que a vantagem poderia ter sido mais dilatada. No final da partida, o selecionador Francisco Neto e as jogadoras Kika Nazareth e Daniela Santos sublinharam o domínio exibido, mas também a margem de progressão, sobretudo na finalização.

Oportunidades para marcar mais golos

«Não foi [uma vitória] pelos números que deviam ter sido, devia ter sido uma vitória com outros números. Sem termos feito um jogo brilhante, tivemos claras oportunidades de golo para marcar mais golos. Estamos felizes com o domínio do jogo, com três golos marcados, zero sofridos e mais um objetivo concretizado. Agora é recuperar e dar seguimento. O que nos faltou foi sermos consistentes, sermos mais agressivos, acreditar mais que queremos fazer golo dentro de área e sermos mais ambiciosos. O jogo foi alternando entre momentos de domínio com bola e com momentos em que nos desligámos do jogo. Temos de estar sempre conectados, o jogo tem 90 minutos e devíamos ter saído com mais golos no final da primeira parte».

Kika Nazareth: «Há muita margem de progressão»

«Há muita margem de progressão, podemos fazer muito melhor e podíamos ter saído com uma vitória mais preenchida, com mais golos feitos. Mas é trabalhar em cima do erro entre aspas e preparar já o próximo jogo na Eslováquia. Os golos foram bem conseguidos, mas em jogo jogado posso fazer muito mais. Individualmente faltou um bocadinho de confiança, mas não sei o porquê. Sou muito positiva dentro do negativo, mas é tentar ver os golos outra vez e as coisas boas».

Daniela Santos: «Um sonho tornado realidade»

«Muito feliz [pela estreia]. Um sonho tornado realidade poder representar Portugal ao mais alto nível. É um tremendo privilégio e uma sensação incrível. Do que depender de mim vou fazer o meu melhor e poder ser sempre uma opção para o treinador. É o culminar de muito trabalho, desde o meu clube Valadares Gaia, aos treinadores e clubes por onde passei.»

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