Futebol feminino: Brasil conquista Copa América após ser salvo por golaço de Marta

3 ago 2025, 09:41
Seleção feminina Brasil (Lusa)

Canarinhas vencem Colômbia nas grandes penalidades (5-4), depois de empatarem 3-3 aos 90 minutos de jogo

O Brasil conquistou a Copa América de futebol feminino, após bater a Colômbia no desempate por grandes penalidades (5-4), na final em Quito (Equador), após uma igualdade 4-4 nos 120 minutos de jogo.

Um golo da lendária Marta, de 39 anos, na última jogada da partida, impediu as colombianas de fazerem história, levando a decisão da final para tempo extra.

Com o resultado em 3-2 para a Colômbia, e quando já tudo se preparava a vitória colombiana, Marta, que tinha entrado instantes antes, levou tudo para prolongamento (3-3), naquela que já estava assinalada como a sua última Copa América, depois dos sucessos de 2003, 2010 e 2018.

A craque bisou e deu vantagem às campeãs no prolongamento (4-3), aos 105 minutos, mas Santos, aos 115, manteve a esperança colombiana bem viva.

Marta foi a salvadora das brasileiras e teve tudo para viver um momento eterno com o penálti decisivo, o quinto, mas acabou por falhar, adiando apenas o triunfo brasileiro para segundos mais tarde, quando Luany marcou e Carabli falhou para as colombianas.

No tempo regulamentar, o mesmo equilíbrio, com Caicedo a colocar a Colômbia em vantagem, aos 25 minutos, e com Angelina a repôr a igualdade bem em cima do intervalo, aos 45+9, de grande penalidade.

Nova vantagem colombiana aos 69 minutos, com um autogolo de Tarciane, mas Amanda Gutierres fez o 2-2, aos 80.

Ramirez, que já tinha feito a assistência no primeiro golo da Colômbia, fez o 3-2 aos 88 minutos e tudo apontava para um dia história no futebol feminino colombiano, antes de Marta, aos 90+6, salvar o Brasil na sua 199.ª internacionalização (registo da FIFA).

As canarinhas garantiram o nono título, quinto seguido, na 10.ª edição da competição (a Argentina venceu em 2006 e impediu o pleno). Depois de 2010, 2014 e 2022, o Brasil volta a impedir a festa inédita das colombianas na final, mas desta vez com muito, mas muito sofrimento, perante um adversário que ficou a segundos de fazer história.

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