13.560 quilómetros sem paragens: ave migratória faz voo mais longo de sempre dos registos

Agência Lusa , PF
28 out, 17:50
Fuselos (AP/ Eric Woehle)

Com apenas cinco meses de vida, a ave deixou o sudoeste do Alasca em 13 de outubro e chegou dia 24 à baía de Ansons, na ponta nordeste da Tasmânia, segundo os dados recolhidos pelos investigadores do Instituto de Ornitologia Max Planck

O voo mais longo de sempre de uma ave migratória foi protagonizado este ano por um fuselo que voou mais de 13 mil quilómetros entre o Alasca e a ilha da Tasmânia, na Austrália, anunciou esta sexta-feira a organização Birdlife.

O voo, de 13.560 quilómetros sem paragens e que durou apenas 11 dias, foi registado com recurso a um chip GPS de rastreio e um pequeno painel solar colocados na ave, o que permitiu a uma equipa internacional de investigação seguir a sua primeira migração anual através do Oceano Pacífico, contou à agência Associated Press o especialista da Birdlife Tasmania Eric Woehle.

Com apenas cinco meses de vida, a ave deixou o sudoeste do Alasca em 13 de outubro e chegou dia 24 à baía de Ansons, na ponta nordeste da Tasmânia, segundo os dados recolhidos pelos investigadores do Instituto de Ornitologia Max Planck.

De acordo com as informações registadas no transmissor, a ave teve várias oportunidades de parar para se alimentar e descansar em várias ilhas tropicais ao atravessar o Oceano Pacífico, mas optou sempre por continuar a voar.

Segundo o Livro dos Recordes do Guinness, citado pela AP, o mais longo voo migratório sem paragens registado até hoje é de 12.200 quilómetros e foi realizado por um outro exemplar da mesma espécie, que viajou do Alasca até à Nova Zelândia.

Segundo a agência Europa Press, estas aves migram anualmente entre os seus locais de reprodução no hemisfério norte, geralmente encontrados na tundra da Sibéria ou Alasca, para os seus locais de não reprodução na Austrália e Nova Zelândia.

A distância total acumulada ao longo da vida desta ave na sua migração anual entre a Australásia e o hemisfério norte seria equivalente a voar para a lua e regressar.

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