Tempestade chega nas próximas horas aos Estados Unidos, onde os efeitos já se sentem desde manhã
Tornou-se rapidamente numa das tempestades mais potentes a atingir o Atlântico, sendo que já se fala que o furacão Milton pode ser a “pior tempestade num século” - as palavras são do presidente Joe Biden - no estado da Florida, conhecido pela passagem destes fenómenos.
"Esta pode ser a pior tempestade num século a atingir a Florida", afirmou o presidente norte-americano. "Deus queira que não, mas é isso que parece neste momento", acrescentou Joe Biden, para hoje dizer que pode ser "a pior tempestade deste século" em relação a todo o país.
O Centro Nacional de Furacões dos Estados Unidos avisou logo que o cenário pode complicar-se rapidamente, alertando para uma tempestade com caraterísticas mortais.
Apesar de só durante a madrugada se esperar o maior impacto, várias imagens da manhã e da tarde preconizam a chegada de rajadas de vento que se espera que possam atingir os 250 quilómetros por hora.
O impacto, esse, vai dar-se em Tampa Bay, onde as autoridades emitiram o alerta mais grave, pedindo a toda a população que deixasse a cidade, referindo que quem não o fizer estará por sua conta.
“Devem retirar-se agora, é uma questão de vida ou de morte”, realçou o chefe de Estado norte-americano, num apelo aos residentes do terceiro estado mais populoso do país.
A chegada da tempestade a terra faz-se por volta da madrugada nos Estados Unidos, sendo que os efeitos em Tampa Bay já se estão a sentir. O furacão Milton move-se a 26 quilómetros por hora, devendo ter um raio de alcance de 45 quilómetros.
Este é o resultado de um aquecimento anormal das águas no Golfo do México, o que proporcionou que o furacão Milton se desenvolvesse de forma muito rápida no Oceano Atlântico. À superfície a temperatura ronda os 32 graus Celsius há dois verões, segundo a Administração Nacional do Oceano e da Atmosfera.
Ao todo, 15 dos 67 condados emitiram ordens de evacuação direta, o que significa que mais de três milhões de pessoas têm de sair de casa, sob pena de ficarem sem salvação, como alertaram as autoridades.
A autarca de Tampa Bay foi mais direta: quem não sair das zonas de alerta vai morrer, disse Jane Castor.
Recorde-se que este furacão chega depois do Helene, que chegou aos 220 quilómetros por hora, matando mais de 200 pessoas à passagem por estados como Carolina do Norte e Tennessee.
