"Rezem pelas pessoas". Furacão Ian 'ataca' estado da Florida e deixa mais de um milhão de pessoas sem eletricidade

CNN Portugal , HCL, Lusa
28 set, 23:26
Furacão IAN

Autoridades dos EUA esperam consequências "catastróficas" da passagem do furacão Ian

O furacão Ian, que tem registado rajadas de vento de até 250km/h, aterrou na costa sudoeste da Florida e dezenas de milhares de pessoas têm ordens para saírem das suas casas. Aqueles que ficarem enfrentam uma das tempestades mais perigosas a atingir os EUA em décadas.

Até ao momento, mais de um milhão de residentes no estado norte-americano ficaram sem eletricidade, sendo que o condado de Charlotte é aquele que foi mais afetado, com cerca de 123 mil pessoas sem acesso a luz.

A tempestade já fez também cair a eletricidade em Cuba, que já foi reposta, e causou graves inundações no arquipélago de Florida Keys. "Rezem pelas pessoas", disse o governador da Florida, Ron DeSantis, na quarta-feira, acrescentando que este furacão tem proporções "históricas".

Será um "dia desagradável, desagradável", disse o governante. Inicialmente esperava-se que Ian atingisse diretamente Tampa Bay - o primeiro impacto direto nesta área em 101 anos - mas as últimas previsões mostram que a tempestade se movimenta mais para sul.

Atingir a área de Tampa seria um "pior cenário", disse Richard Olson, diretor do instituto de eventos extremos da Universidade Internacional da Florida (FIU) à BBC. Isto porque essa região está entre os locais mais vulneráveis a inundações graves. A baixa elevação, o aumento do nível do mar e um grande volume de população aumentam o risco de uma onda de maré catastrófica.

Entretanto, Cuba restabeleceu parcialmente a eletricidade na ilha após o apagão motivado pela passagem do furacão Ian, informaram hoje as autoridades locais.

A rede elétrica cubana, após registar um colapso que afetou todo o país, recuperou a ligação de várias linhas, com um total de 224 megawatts. Desta forma, a rede conseguiu fornecer energia ao centro de Havana, e a outras localidades.

A companhia nacional União Elétrica (UNE) reconheceu em comunicado que os trabalhos são “complexos”, prevendo-se que a rede esteja reparada na quase totalidade entre a noite de hoje e a madrugada de quarta-feira.

Em declarações à agência noticiosa cubana Prensa Latina, o diretor da UNE, Lázaro Guerra, indicou que a interrupção foi motivada por perturbações nas redes da região central do país, onde se registou um 'apagão' em quatro províncias, que de seguida provocou uma falha a nível nacional.

De momento, o objetivo consiste em ligar ao sistema nacional as conexões de várias fábricas do país para alimentar as centrais termoelétricas e restabelecer o serviço, um processo que segundo Guerra “levará tempo”.

Na manhã desta quarta-feira, o furacão foi qualificado de categoria três – numa escala de cinco –, após terem sido registadas rajadas até 200 quilómetros por hora. No entanto, voltou a ganhar força nas últimas horas e já se situava na categoria quatro da escala de cinco de Saffir-Simpson, colocando em alerta as autoridades e habitantes do estado norte-americano da Florida.

E.U.A.

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