Treinador do Fulham tentou reverter a saída de Sessègnon, mas sem sucesso
A derrota do Fulham na visita ao Bournemouth (1-0), na 32.ª jornada da Premier League, ficou marcada pela falha de comunicação entre a equipa técnica do português e a equipa de arbitragem.
Decorria o minuto 57 quando Marco Silva decidiu operar três substituições, lançando Raúl Jiménez, Adama Traoré e Tom Cairney. De ação saíram Sander Berge, Rodrigo Muniz e Ryan Sessègnon. Todavia, este último era suposto permanecer em jogo. De cabeça a ferver, o treinador português empurrou o ala para o relvado, perante a ira dos adeptos do Bournemouth.
Acontece que o 4.º árbitro indicou a saída do número 30 – o que a princípio deixou Sessègnon inconformado – um engano que Marco Silva não foi a tempo de reverter.
«A substituição está consumada quando o suplente entra em campo. A partir desse momento, o jogador substituído torna-se num jogador substituído, enquanto o substituto torna-se jogador [em ação]», esclarece a International Football Association Board, órgão que determina as regras do futebol.
A discórdia imperou por mais de dois minutos, mas Marco Silva nada pôde fazer naqueles instantes.
«Houve tempo suficiente para corrigir a situação. Eles perceberam que se tratou de uma falha de comunicação, mas o 4.º árbitro não nos deixou reverter a saída do Sessègnon», disse Marco Silva, em conferência de imprensa.
De acordo com o treinador do Fulham, a intenção seria substituir o número 20 – o médio Sasa Lukic – e não o número 30.
A derrota deixou a turma de Marco Silva no 9.º lugar, com 48 pontos, empatado com Brighton (10.º) e Bournemouth (8.º), estacionado no posto que dá acesso à Liga Conferência.
Na tarde de domingo (14h), o Fulham recebe os “vizinhos” do Chelsea (6.º).
