Imagens mostram ataque da Ucrânia a petroleiro da frota fantasma russa no Mar Negro

CNN , Kosta Gak, Caitlin Danaher, Catherine Nicholls
10 dez 2025, 21:35

A Ucrânia atacou um petroleiro pertencente à chamada frota fantasma da Rússia no Mar Negro esta quarta-feira, de acordo com um responsável do Serviço de Segurança da Ucrânia (SBU).

Uma fonte ucraniana disse à CNN que drones marítimos Sea Baby foram usados numa operação conjunta do SBU e da marinha. Foi o terceiro ataque contra petroleiros russos em duas semanas.

A Rússia tem usado centenas de petroleiros, com diferentes bandeiras, para transportar clandestinamente o seu petróleo para clientes, desafiando as sanções ocidentais.

O petroleiro Dashan, que arvorava a bandeira das Ilhas Comoros, sofreu "danos críticos", com informações preliminares indicando que o navio ficou "inutilizado", disse a fonte. Não houve comentários imediatos da Rússia.

Não ficou imediatamente claro qual era a carga do navio nem se o ataque causou um derrame de petróleo.

O navio navegava a toda velocidade pela zona económica exclusiva da Ucrânia, com o seu transponder desligado, quando foi atingido, disse a fonte da SBU.

O navio dirigia-se para o terminal portuário de Novorossiysk, na Rússia, um importante centro petrolífero russo, acrescentou a fonte.

O porto foi atingido no mês passado, quando a Ucrânia atacou uma das maiores instalações de exportação de petróleo de Moscovo. O ataque, reconhecido por autoridades de ambos os países, marcou uma escalada nos esforços de Kiev para atingir uma importante fonte de receita de guerra da Rússia.

"O SBU continua a tomar medidas ativas para reduzir as receitas do petróleo para o orçamento russo", disse a fonte.

A operação militar ucraniana segue-se a um ataque semelhante a dois petroleiros da frota fantasma russa no final de novembro. A SBU disse que o ataque foi um "golpe significativo para o transporte de petróleo russo".

Avaliação de Trump contestada

O último ataque ucraniano ocorreu após o presidente dos EUA, Donald Trump, afirmar na terça-feira que Moscovo tem "vantagem" na invasão em curso da Ucrânia e que Kiev está a "perder" a guerra.

Vários responsáveis ucranianos e europeus contestaram as afirmações de Trump, embora se reconheça que a posição da Ucrânia é difícil. Não há novas avaliações dos EUA ou da Europa que sugiram que tenha havido mudanças significativas no campo de batalha que indiquem que as forças do presidente russo Vladimir Putin triunfarão em breve, disseram os responsáveis à CNN.

Enquanto isso, as negociações sobre um acordo de paz proposto pelos EUA entre a Ucrânia e a Rússia continuam, mas não alcançaram um avanço.

As delegações dos EUA e da Ucrânia reuniram-se virtualmente esta quarta-feira para discutir planos para a reconstrução e o desenvolvimento económico da Ucrânia após o fim da guerra com a Rússia, disse o presidente ucraniano Volodymyr Zelensky numa publicação no X.

A delegação dos EUA incluiu o secretário do Tesouro, Scott Bessent; o genro de Trump, Jared Kushner; e Larry Fink, presidente e CEO da BlackRock, de acordo com o líder ucraniano.

"Discutimos elementos-chave para a recuperação, vários mecanismos e visões para a reconstrução. Há muitas ideias que, com a abordagem certa, poderiam ter sucesso na Ucrânia", disse Zelensky.

Os ucranianos também "atualizaram as nossas reflexões sobre os 20 pontos do documento-quadro para acabar com a guerra". Zelensky agradeceu a Trump e à sua equipa "pelo seu trabalho substancial e apoio"

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