Homem terá recebido durante 20 anos a pensão de uma norte-americana que morreu na Costa Rica

19 ago, 19:43
San José, capital da Costa Rica, em 30 de agosto de 2022. (AP Photo/Moises Castillo)
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Suspeito era administrador do lar onde a professora deu entrada em 1999. Terá recebido 800 mil dólares de pensão

As autoridades da Costa Rica estão a investigar um homem suspeito de ter recebido durante 20 anos a pensão de uma norte-americana que morreu em 2005, quando vivia num lar para idosos na capital costa-riquenha, onde o suspeito trabalhava como administrador.

O homem, de apelido Abarca, que era administrador do lar geriátrico, terá recebido ao longo de 20 anos cerca de 800.000 dólares (cerca de 685.000 euros) da pensão da norte-americana. Enfrenta agora acusações de falsidade ideológica, uso de documento falso e fraude, informou esta quarta-feira o Ministério Público.

As autoridades fizeram uma busca à casa do suspeito à procura de provas. Um tribunal determinou como medidas cautelares que o homem se apresente periodicamente num tribunal, mantenha residência fixa e fique proibido de sair da Costa Rica.

Segundo a investigação, o suspeito administrava um lar geriátrico localizado em La Uruca, San José. Foi nesse centro que, em 1999, entrou para viver uma cidadã norte-americana de apelido Collins, que permaneceu no local até 2005, quando morreu aos 78 anos.

"A Procuradoria presume que, após a morte da mulher, o arguido tratou do seu enterro num cemitério de Cartago [leste da Costa Rica] e que, em 2006, terá apresentado documentação falsa junto do California State Teachers’ Retirement System (CalSTRS), o sistema de reforma dos professores desse Estado, com o objetivo de ser reconhecido como representante legal de Collins e, dessa forma, ter acesso à sua pensão", indica a informação oficial.

O suspeito terá obtido um cartão bancário que lhe permitiu aceder a pelo menos 800.000 dólares entre 2006 e 2026.

"A situação foi detetada depois de o CalSTRS ter realizado diligências para verificar se Collins continuava viva. Para isso, através da Embaixada dos Estados Unidos na Costa Rica, foi possível confirmar a morte da mulher", acrescentou a Procuradoria.

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