CDS-PP saúda Rui Rio pela reeleição mas não vai "pedinchar nenhuma coligação"

Agência Lusa , CM
29 nov 2021, 14:28
Francisco Rodrigues dos Santos
Francisco Rodrigues dos Santos

Francisco Rodrigues dos Santos defende, no entanto, que o cenário de coligação apresenta “algumas vantagens” e “obedece a um princípio de coerência” dos centristas com os sociais-democratas

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O presidente do CDS-PP saudou, nesta segunda-feira, Rui Rio pela reeleição como presidente do PSD, mas garantiu que não vai “pedinchar nenhuma coligação” aos sociais-democratas. 

Em declarações aos jornalistas, à margem de uma reunião com o presidente da Confederação dos Agricultores de Portugal (CAP), que decorreu na sede do CDS-PP, o presidente dos centristas disse que, “sem excluir um cenário de coligação pré-eleitoral, o CDS está a fazer o seu caminho autónomo e a preparar-se para se afirmar nas urnas”. 

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“A vocação de um partido como o CDS é estar sempre preparado para, em listas próprias, se bater em eleições, mas nós achamos que está em aberto um cenário pré-eleitoral de coligações e, no caso do dr. Rui Rio, ele já tinha adiantando que ia propor isso mesmo numa reunião de comissão política nacional do seu partido”, disse Francisco Rodrigues dos Santos. 

Questionado sobre a sua vontade enquanto presidente do partido, Francisco Rodrigues dos Santos defendeu que o cenário de coligação apresenta “algumas vantagens” e “obedece a um princípio de coerência” que o CDS-PP tem firmado com o PSD. 

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Destas vantagens, o líder dos centristas destaca a coligação feita na região autónoma dos Açores que “terminou com uma hegemonia de 22 anos” do PS e os resultados das eleições autárquicas, onde a coligação com o PSD “duplicou as câmaras” que governam em conjunto. 

Coligação pode “esvaziar a ascensão dos partidos emergentes”

Francisco Rodrigues dos Santos disse ainda que uma eventual coligação “tem um efeito psicológico nos eleitores de centro-direita” e pode “esvaziar a ascensão dos partidos emergentes”. 

Apesar de a coligação pré-eleitoral ter de ser aprovada em Conselho Nacional, segundo os estatutos do CDS-PP, e de as listas para as eleições legislativas terem de ser entregues até dia 20 de dezembro, Francisco Rodrigues dos Santos destacou que “não será por falta de tempo que o cenário de coligação pré-eleitoral não acabará por acontecer”. 

“Será rápido, na medida em que as regras do CDS permitem alguma agilidade no processo de convocação dos órgãos internos. Se o conselho nacional for convocado com caráter de urgência, não obedece a um prazo mínimo de convocatória, logo temos alguma flexibilidade”, apontou. 

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A escolha do local por onde o presidente do CDS-PP será candidato também ainda não está decidida, processo que será feito “em conjunto com as estruturas do partido”. 

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