Marcelo escreve nota emotiva sobre Francisco Pinto Balsemão - para ler aqui na íntegra (com uma foto histórica)

CNN Portugal , MCC
21 out, 23:14
Marcelo Rebelo de Sousa, Francisco Pinto Balsemão e Augusto Carvalho, numa reunião aquando do lançamento do ExpressoMarcelo Rebelo de Sousa, Francisco Pinto Balsemão e Augusto Carvalho, numa reunião aquando do lançamento do Expresso, em 1972 (DR/Expresso)

Francisco Pinto Balsemão, fundador da SIC e do Expresso, morreu esta terça-feira aos 88 anos

O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, evocou esta terça-feira Francisco Pinto Balsemão, sublinhando o papel decisivo que o fundador do Expresso e da SIC teve na política, na comunicação social e na consolidação da democracia portuguesa.

“Portugal perdeu, hoje, uma das personalidades mais marcantes dos últimos sessenta anos. Na política, na sociedade, na afirmação da liberdade de expressão e de imprensa”, escreveu Marcelo Rebelo de Sousa numa nota publicada no site da Presidência.

O chefe de Estado recordou o percurso de Balsemão desde os tempos da Ala Liberal, quando foi “coautor dos projetos de revisão constitucional, lei de imprensa, lei de reunião e associação e lei de liberdade religiosa”, até ao papel que desempenhou após o 25 de Abril, como “fundador do PPD, hoje PSD, Vice-Presidente da Assembleia Constituinte, Parlamentar, Governante, Presidente do Partido e Primeiro-Ministro”.

Marcelo destacou ainda o contributo de Francisco Pinto Balsemão para o “fim do Conselho da Revolução e a transição para a democracia plena”, bem como a sua “longevidade e projeção externa”, que o tornaram “um dos políticos portugueses com efetiva projeção internacional, em particular na Europa e nos EUA”.

O Presidente da República lembrou também o papel do antigo primeiro-ministro na defesa da liberdade de imprensa, recordando que “militou contra a censura e o exame prévio, fundou o Expresso antes do 25 de Abril, criou um novo grande grupo de comunicação social, elaborou a primeira lei de imprensa democrática, integrou o Conselho de Imprensa e lançou a SIC, revolucionando o que era a informação no final da ditadura e no início da democracia”.

“Visionário, pioneiro, criativo, determinado, batalhador, democrata, social-democrata, europeísta e atlantista, esteve em quase todos os combates de meados dos anos sessenta até hoje”, escreveu ainda Marcelo Rebelo de Sousa.

“Portugal não o esquece. Portugal nunca o esquecerá", termina a nota.

A NOTA DE MARCELO - NA ÍNTEGRA

Portugal perdeu, hoje, uma das personalidades mais marcantes dos últimos sessenta anos. Na política, na sociedade, na afirmação da liberdade de expressão e de imprensa.

Na política, Deputado da Ala Liberal, e, nela, coautor dos projetos de revisão constitucional, lei de imprensa, lei de reunião e associação e lei de liberdade religiosas, para mudar o Portugal do final de sessenta e início de setenta.

Depois do 25 de Abril, fundador do PPD, hoje PSD, Vice-Presidente da Assembleia Constituinte, Parlamentar, Governante, Presidente do Partido e Primeiro-Ministro, durante a revisão constitucional que pôs termo ao Conselho da Revolução, com a transição para a Democracia plena, longevidade, Conselheiro de Estado.

Desde os anos 70 do século passado até ao novo século, dos políticos portugueses com efetiva projeção externa, em particular na Europa e nos EUA.

Na sociedade, integrando ou liderando causas, movimentos de opinião e instituições europeístas, euroafricanas e latino-americanas e transatlânticas.

Na afirmação da liberdade de expressão e de imprensa, militando contra a censura e o exame prévio, fundando o Expresso antes do 25 de Abril, criando um novo grande grupo de comunicação social, elaborando a primeira lei de imprensa democrática, integrando o Conselho de Imprensa, lançando a SIC, revolucionando o que era a informação no final da ditadura e no início da Democracia.

Visionário, pioneiro, criativo, determinado, batalhador, democrata, social-democrata, europeísta e atlantista, esteve em quase todos os combates de meados dos anos sessenta até hoje.

Portugal não o esquece.
Portugal nunca o esquecerá.

Marcelo Rebelo de Sousa

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