«Sérgio Conceição foi e é o melhor treinador que já tive. Há poucos como ele»

23 jan, 23:55
Francisco e Sérgio Conceição (PEDRO SARMENTO COSTA/LUSA)

De jogador para treinador, de filho para pai, Francisco frisa que Sérgio «consegue exprimir ao máximo a capacidade» de cada atleta. Assume desejo de um dia voltar ao FC Porto e fala da saída dos dragões, com Vítor Bruno pelo meio

Francisco Conceição tem um pai treinador em casa e assume que Sérgio «foi e é o melhor treinador» no seu percurso como futebolista. Ambos cruzaram-se profissionalmente no FC Porto e o atual extremo da Juventus não tem dúvidas do impacto que o atual técnico do Al Ittihad teve em si no futebol.

«A exigência dele comigo sempre foi muito grande. Foi e é o melhor treinador que já tive e acredito que haja muitos poucos como ele, porque ele consegue exprimir ao máximo a capacidade de cada jogador, o melhor de cada um. Eu não fui exceção. Cheguei à equipa principal do FC Porto e foi isso que me fez chegar a este patamar em que estou agora», afirmou, em entrevista à SportTV, transmitida esta sexta-feira e na qual falou também de Cristiano Ronaldo e da Juventus.

«Independentemente de ter sido meu treinador, a relação pai-filho estará sempre presente. Foi sempre muito fácil distinguir as coisas, porque ambos conseguimos distinguir esses papéis e penso que correu tudo de forma espetacular. Conseguimos ganhar juntos e isso nunca foi problema. No início é sempre difícil, mas a relação foi sempre muito fácil», apontou, considerando já Itália como uma «segunda casa». Um país onde o pai jogou na Lazio, Inter e Parma e no qual treinou o Milan.

«Sinto, desde que cheguei, que me receberam muito bem. Sinto que Itália já é o meu segundo país, o meu pai também jogou aqui e estou muito feliz», sublinhou.

A saída do FC Porto, Vítor Bruno e o desejo de voltar

Sobre se a saída de Sérgio Conceição foi relevante para também sair do FC Porto, Conceição diz que, após o contacto da Juventus e da vontade de contar consigo, achou que «não podia dizer que não». «Ganhando o que ganhei pelo FC Porto e demonstrando a minha capacidade em Portugal, decidi que era o passo certo. É um clube gigante, com uma dimensão inacreditável e não podia dizer que não. Continuo a apoiar o FC Porto e quero sempre que ganhe», referiu, garantindo que quer voltar aos dragões no futuro.

«É o clube do meu coração, um clube que me diz muito e quero regressar. Quando não sei, num futuro próximo não será, mas teria todo o gosto em regressar para tentar mostrar o meu valor e não para acabar a carreira, mas para mostrar a minha capacidade ainda», afirmou.

Questionado a esclarecer se recusou ou não jogar com Vítor Bruno como treinador, Francisco respondeu: «Se sou jogador do FC Porto, é [o FC Porto] quem me paga e tenho de representar a instituição da melhor forma possível. Foi isso que fiz do primeiro ao último minuto. Um jogador não querer representar o clube é uma falta de respeito, não para as pessoas, mas para o clube. Estamos a falar do FC Porto e todos os jogadores, a partir do momento em que estão, têm de estar ao máximo. Estive sempre disponível do primeiro ao último dia a jogar pelo FC Porto», garantiu, dizendo que ele e Vítor Bruno tinham «uma relação de treinador-jogador, como com todos os outros jogadores». «Era meu treinador até aquele dia e não havia mais que isso», completou.

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