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Que chocolate: Portugal destrói a Alemanha no show 2.0 de Conceição e está na final da Liga das Nações

4 jun 2025, 22:03
Cristiano Ronaldo fez o 2-1 de Portugal ante a Alemanha (RONALD WITTEK/EPA)
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Que baile, que classe. Em plena Allianz Arena, em Munique, Portugal venceu com toda a justiça e conseguiu aquela que é apenas a quarta vitória frente à Alemanha

O Governo (o que vai tomar posse esta quinta-feira ou outro qualquer) devia adotar como medida prioritária um plano de natalidade exclusivo para a família Conceição. Depois do pai Sérgio, Francisco voltou para devolver os pesadelos que os alemães tinham enterrado num baú em 2000.

Portugal venceu a Alemanha em plena Allianz Arena, em Munique, apurando-se para a final da Liga das Nações, onde vai defrontar Espanha ou França, e o filho do agora treinador protagonizou uma exibição a fazer lembrar o que o pai conseguiu.

Depois desse Europeu, Portugal nunca mais voltou a conseguir vencer a Alemanha, fosse em competição oficial, fosse em amigáveis. As contas até são fáceis de fazer: ao 20.º jogo entre as duas seleções, Portugal consegue apenas a quarta vitória, depois de também ter vencido em 1983 e em 1985, num amigável e na qualificação para o Mundial de 1986, respetivamente.

Depois já se sabe: há o hat-trick de Sérgio Conceição no Euro 2000, quando Portugal, já apurado, venceu 3-0 uma Alemanha irreconhecível.

E agora, também já se sabe: há este autêntico show de bola numa segunda parte de mestria que catapultou a Seleção para uma das suas melhores exibições em anos, certamente uma das duas melhores com Roberto Martínez - a meia-final do Euro 2024 com a França rivaliza.

Parece ser esta Seleção que temos agora. Uma Seleção que joga bem nos jogos mais difíceis. Tanto melhor, desta vez. De resto, o jogo só ficou mesmo bom depois do susto protagonizado por Florian Wirtz, craque alemão que anda perto do Liverpool e até abriu a segunda parte a marcar o primeiro, num lance altamente polémico em que fica toda a sensação que Portugal foi prejudicado.

E dizemos isto, do chocolate, imagine-se, sem que o meio-campo tenha contado em simultâneo com Vitinha e João Neves, que há apenas quatro dias foram campeões europeus pelo PSG neste mesmo estádio.

O primeiro ficou no banco e o segundo foi lateral direito. Difícil de perceber, ainda mais quando Portugal melhorou depois das alterações - Nélson Semedo entrou e foi para a lateral, Vitinha veio espalhar magia. João Neves saiu nesse mesmo instante, impedindo a dupla com Vitinha. Não é que Nélson Semedo seja de uma magia incrível, mas joga naquela posição. Roberto Martínez ainda defendeu no início do jogo que João Neves já jogou assim no PSG, mas esqueceu-se que em Paris a dinâmica é diferente.

Aproveitando a deixa francesa, o que dizer de Nuno Mendes? Um autêntico monstro físico e técnico que destruiu a defesa alemã, nomeadamente no golo que confirmou o 1-2, a reviravolta decisiva. O golo? Cristiano Ronaldo, sim, a encostar depois do que fez o lateral esquerdo português.

Antes disso já Portugal tinha empatado por uma maravilha de Francisco Conceição, que rematou em arco sem hipótese para o guarda-redes alemão. Entrou endiabrado e, apesar de não ter feito o hat-trick do pai, também destruiu os alemães. O golo foi apenas uma de muitas maldades. Resta saber se teremos de esperar outros 25 anos para ter um Conceição mais novo a fazer o mesmo. Pode ser que não seja preciso tanto.

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